Chegando em Viena
É possível chegar a Viena em voos diretos saindo do Brasil, embora a maioria das opções faça escala em cidades como Madrid, Paris, Frankfurt ou Lisboa.
Eu vim de trem partindo de Budapeste, numa viagem rápida e saindo de uma das cidades mais maneiras da Europa, o artigo aqui é sobre Viena mas não posso deixar de fazer propaganda de Budapeste. Até tentei fazer o trajeto de Ferry pelo Danúbio mas não estava disponível nessa época do ano.
A proximidade das capitais pode indicar fazer um bate-volta, eu sou adepto de conhecer o movimento das cidades, sentir o clima o ritmo sem o movimento artificial dos turistas então não indico, mas se não tiver tempo vale a pena fazer isso com Bratislava mas não com Budapeste.
A passagem de trem custa em média 20 euros na Regiojet, dura 2:40 e é bem confortável, vai deixar você numa estação central muito bem organizada. Além da Vienna Central Station (Wien Hauptbahnhof), existem outras grandes estações: Wien Mitte, Wien Westbahnhof, Wien Praterstern. Pelo número de grandes estações já dá pra perceber que é uma cidade imensa mas que dispõe de um bom sistema de transportes.
Como se locomover em Viena
O transporte público é bem organizado e conecta bem a cidade, o Tram é rápido, seguro e abrangente, os ônibus também e para as regiões mais centrais da cidade como Mariahilfer Strasse,o melhor jeito é caminhar bastante.
O Rio Danúbio
O Danúbio é majestoso. Durante alguns quilômetros ele acompanha a viagem como se lembrasse que não estamos apenas mudando de cidade. Estamos atravessando parte da história da Europa. Poucos rios ligam tantas culturas, impérios e capitais como ele (ele passa por 3). Talvez por isso a chegada a Viena já comece antes da estação: ela começa pela janela do trem.
Cartão de turismo
Já foi tempo que você chegava numa cidade com um caríssimo cartão de turismo mas resolvia toda a sua vida de transportes, entrada de museus e outros tantos descontos. Paris ainda é a melhor nesse aspecto, mas agora existem dezenas de opções de cartões com preços variados que dão entrada num museu mas restringem outros, ou seja um comércio que virou uma confusão e não facilita tanto a vida do turista que acaba tendo que comprar vários cartões diferentes numa viagem mais longa.
Em Viena existe o Sissi Card Um passe que dá direito a visitar dois Palácios — Schönbrunn e Hofburg — e de quebra o Museu do Mobiliário Imperial.O preço é interessante: € 29,90 (uma economia de € 10 se comparado com o preço dos três ingressos avulsos; é como se o museu do mobiliário saísse de graça). O problema é que quase ninguém poderia ficar interessado em ir no Museu Imobiliário, se eu fui nele... esqueci! Mas o principal atrativo, sobretudo para quem vai na alta temporada, é poder furar fila: você compra online, imprime em casa e vai direto para o portão de entrada dos palácios, sem precisar passar pela bilheteria. É bom sempre consultar os preço na época da sua viagem em Sisi Pass | Sisi Museum
Resolvemos a vida para 3 museus e você continua precisando comprar o passe de transporte. Mas não é difícil: toda estação de metrô e parada de ônibus ou bonde tem as maquininhas. Você escolhe entre o passe de 24 horas (€ 7,60), o de 48 horas (€ 13,30) e o de 72 horas (€ 16,50). Fundamental para andar pela cidade!! Eu comprei na própria estação de trem quando cheguei.
Vienna City Card oficial
Custa €19 por 24 horas, €31 por 48 horas e €37 por 72 horas, um passe combinado que dá direito a transporte ilimitado por 24, 48 ou 72 horas, e pequenos descontos em museus, atrações e lojas. Se perceber o preço dá um salto em relação ao passe de transportes, ou seja você depende de ir conhecer muitas outras atrações para ter compensação em relação ao passe de transportes. E ele não te tira das filas, então eu optei pela combinação Sissi Card + Passe de transportes.
Valores consultados em julho de 2026 e sujeitos a alteração.
Ah enfim Viena !!
Sempre foi uma das minhas cidades de sonho, algo que mexe com o imaginário como um centro de luxo e esplendor das épocas antigas, e sem dúvida estamos certos nesse ponto, porém esses eram sonhos de criança e à medida que fui ficando mais velho comecei a perceber que os grandes palácios guardam também marcas de sede de impérios que exploravam a raça humana em troca dessa beleza e esplendor, não me saltam mais tanto os olhos, não é só um detalhe para esquecermos, está no cerne de tudo que vamos ver, ali no palácio de Hofburg tem uma marca de sangue no meu imaginário que não se apaga fácil e a certeza de que estou ficando um velho bem mais ranzinza do que eu queria, é a vida!
Paris se modernizou de um jeito mais simpático, Viena combina beleza com organização de uma forma mais sisuda, o burburinho das ruas é menor mas não há como esconder que foi o centro de um império dos mais poderosos da Europa e do mundo. Ali, 1,9 milhão de pessoas convivem numa cidade imensa mas que é uma fração de grandes cidades brasileiras como Rio e São Paulo. Foram 600 anos como capital do império dos Habsburgos, foi e ainda é centro de música clássica, da psicanálise, aplaudiu de pé a chegada de Adolf Hitler em sua anexação, tem a opulência e esplendor de qualquer cidade com sua história mas .... me frustrou !
Não sei bem se foi o papo ranzinza, se a beleza não me enche mais os olhos mas um ano antes eu estava em Lima no Peru empolgado com as crianças cantando na rua, as cores de esperança que podemos ter do mundo, Viena me pareceu uma cidade envelhecida antes do tempo: funcional, elegante e confortável, mas com pouca juventude escapando pelas frestas, onde tudo funciona, onde o café é ótimo e onde a juventude não me mostra tanta esperança pela vida e pelo sorriso quanto no Peru.
Talvez o problema não estivesse em Viena.
Talvez estivesse na cidade que eu havia imaginado durante toda a vida — e que nenhuma cidade real conseguiria ser.
Isso posto, vamos começar a explorar a cidade.
A caminhada de reconhecimento do primeiro dia
Catedral de Santo Estêvão (Stephansdom)
No coração de Viena, na Stephansplatz, está um dos maiores símbolos da cidade: a Catedral de Santo Estêvão. Sua torre domina o horizonte do centro histórico e serve de referência para quem caminha pelas ruas da capital austríaca.
A entrada na nave principal é gratuita e já vale a visita. Existem atrações pagas, como as catacumbas, o museu e o acesso às torres. Eu subi uma delas e, sinceramente, não repetiria a experiência. A vista é bonita, mas, para mim, o verdadeiro espetáculo está no interior da catedral e em sua arquitetura vista da praça.
A história da igreja começou no século XII. A primeira construção, em estilo românico, foi consagrada em 1147. Com o passar dos séculos, o templo foi ampliado até adquirir a aparência predominantemente gótica que vemos hoje. Da antiga igreja ainda permanecem a Porta dos Gigantes e as chamadas Torres dos Pagãos, testemunhas de quase novecentos anos de história.
É uma das catedrais mais impressionantes da Europa. O telhado revestido por milhares de azulejos coloridos, as altas colunas, os vitrais e a riqueza de detalhes fazem dela muito mais do que um monumento religioso. É impossível não refletir sobre o poder político, econômico e cultural exercido pela Igreja Católica durante boa parte da Idade Média e da Idade Moderna. Construções dessa grandiosidade não eram apenas demonstrações de fé, mas também de poder.
Independentemente da religião, vale a pena entrar, caminhar sem pressa e observar cada detalhe. A Stephansdom não impressiona apenas pela beleza; ela conta, em pedra, parte da história da Europa.
A entrada na nave principal é gratuita e já vale a visita. Existem atrações pagas, como as catacumbas, o museu e o acesso às torres. Eu subi uma delas e, sinceramente, não repetiria a experiência. A vista é bonita, mas, para mim, o verdadeiro espetáculo está no interior da catedral e em sua arquitetura vista da praça.
A história da igreja começou no século XII. A primeira construção, em estilo românico, foi consagrada em 1147. Com o passar dos séculos, o templo foi ampliado até adquirir a aparência predominantemente gótica que vemos hoje. Da antiga igreja ainda permanecem a Porta dos Gigantes e as chamadas Torres dos Pagãos, testemunhas de quase novecentos anos de história.
É uma das catedrais mais impressionantes da Europa. O telhado revestido por milhares de azulejos coloridos, as altas colunas, os vitrais e a riqueza de detalhes fazem dela muito mais do que um monumento religioso. É impossível não refletir sobre o poder político, econômico e cultural exercido pela Igreja Católica durante boa parte da Idade Média e da Idade Moderna. Construções dessa grandiosidade não eram apenas demonstrações de fé, mas também de poder.
Independentemente da religião, vale a pena entrar, caminhar sem pressa e observar cada detalhe. A Stephansdom não impressiona apenas pela beleza; ela conta, em pedra, parte da história da Europa.
Haas-Haus
Goldschmiedgasse 3, 1010 Viena
De frente para a Catedral de Santo Estêvão está um dos edifícios mais polêmicos de Viena: o Haas-Haus.
Inaugurado em 1990, seu projeto moderno, com grandes fachadas de vidro e aço, causou enorme controvérsia entre os vienenses. Muitos consideravam um absurdo construir um prédio contemporâneo diante de um dos maiores símbolos medievais da cidade. Com o tempo, porém, o Haas-Haus acabou sendo incorporado à paisagem e hoje é visto como um interessante diálogo entre duas épocas completamente diferentes.
O contraste é justamente o que torna o lugar especial. De um lado, a imponência da arquitetura gótica da Catedral de Santo Estêvão; do outro, as linhas curvas e os reflexos do vidro espelhado do Haas-Haus, que chegam a refletir a própria catedral em sua fachada.
Vale a pena caminhar ao redor do edifício e observá-lo de diferentes ângulos. É um excelente exemplo de como uma cidade pode preservar sua história sem deixar de dialogar com a arquitetura contemporânea. Mesmo quem não gosta de construções modernas acaba parando alguns minutos para admirar esse contraste.
Dica do Caminho: Vá ao Haas-Haus no fim da tarde. Além da luz valorizar os reflexos da fachada, é nesse horário que a Stephansplatz fica mais movimentada, e o contraste entre a catedral medieval e a arquitetura contemporânea ganha ainda mais vida.
Ainda dá tempo de fazer uma boquinha ali pela praça mesmo nas dezenas de barraquinhas de cachorro quente com salsicha vienense, no Henry Stephansplatz 12, 1010 Wien, (http://www.enjoyhenry.com/) ou na famosa Confeitaria Demel Stephansplatz 12, 1010 Wien. um café muito simpático e estiloso. A localização é perfeita. Se você encontrar um lugar no jardim com vista para a catedral, poderá ser um ótimo ponto de observação.
Pestsäule: a Coluna da Peste
Caminhando um pouco mais a frente na elegantíssima Rua Graber, cheguei no ponto mais comovente da caminhada surgiu diante da Pestsäule, a Coluna da Peste.
Recém-saído da pandemia de Covid-19, eu estava diante de um monumento erguido no fim do século XVII em memória das vítimas da peste que atingiu Viena em 1679. A coluna, dedicada à Santíssima Trindade, mistura fé, sofrimento e gratidão pela sobrevivência da cidade.
Foi impossível não refletir em como a vida anda em ciclos.
Séculos antes, outras pessoas também haviam vivido o medo do contágio, o isolamento, as mortes e a insegurança sobre o futuro. Mudavam os recursos médicos, os conhecimentos e as cidades, mas permanecia a mesma fragilidade humana diante de uma doença que parecia fora de controle.
Ali, no meio de uma rua movimentada e cercada por lojas, cafés e turistas, aquele monumento deixou de ser apenas uma bela obra barroca. Tornou-se uma ponte entre duas epidemias separadas por mais de trezentos anos.
Talvez os monumentos existam justamente para isso: lembrar que aquilo que parece exclusivamente nosso já foi vivido por outros. E que, assim como as dores retornam em ciclos, a capacidade humana de resistir também retorna.
Igreja de São Pedro (Peterskirche)
Petersplatz 1, 1010 Viena
Site: http://www.peterskirche.at/home/
Escondida entre as ruas do centro histórico, a Igreja de São Pedro (Peterskirche) é uma das joias barrocas de Viena. Sua fachada discreta quase passa despercebida, mas basta atravessar a porta para encontrar um dos interiores mais ricos e ornamentados da cidade.
A igreja atual foi construída entre 1701 e 1733, no mesmo local onde existia uma antiga igreja românica, destruída por incêndios. Inspirada na Basílica de São Pedro, em Roma, tornou-se um dos principais exemplos da arquitetura barroca austríaca.
Vale a pena entrar mesmo que você não seja religioso. A decoração dourada, os afrescos da cúpula e a riqueza dos detalhes impressionam pela harmonia e pela sensação de grandiosidade que o barroco buscava transmitir.
Outro destaque são os concertos de música clássica realizados regularmente no interior da igreja. Ouvir Mozart, Vivaldi ou Bach naquele ambiente transforma a visita em uma experiência muito diferente de simplesmente admirar a arquitetura.
É um daqueles lugares que, vistos apenas por fora, parecem pequenos. Por dentro, porém, revelam toda a capacidade da arte de surpreender.
Dica do Caminho: Se puder escolher entre visitar a igreja apenas durante o dia ou assistir a um concerto à noite, fique com a segunda opção. A acústica e a iluminação transformam completamente a experiência.
Kohlmarkt
A Kohlmarkt é uma das ruas históricas mais bonitas e elegantes de Viena.
Ligando a região da Graben à Michaelerplatz, ela conduz o visitante diretamente ao Michaelertor, uma das entradas do complexo de Hofburg. Ao caminhar pela rua, a vista do palácio vai surgindo aos poucos e cria uma das perspectivas urbanas mais bonitas do centro da cidade.
Hoje, a Kohlmarkt concentra lojas de luxo, cafés e edifícios históricos, mas o que mais chama atenção é a harmonia do conjunto arquitetônico. Mesmo para quem não pretende fazer compras, vale percorrê-la com calma, observando as fachadas e a forma como a rua desemboca na imponência de Hofburg.
É um daqueles caminhos em que o trajeto importa tanto quanto o destino.
Igreja de São Miguel (Michaelerkirche)
Chegando à Michaelerplatz, vale a pena dar uma esticadinha até a Igreja de São Miguel (Michaelerkirche).
É uma das igrejas mais antigas de Viena e durante séculos esteve intimamente ligada à corte imperial dos Habsburgos. Seu interior guarda um importante acervo histórico e artístico, além de uma atmosfera muito diferente das grandes catedrais da cidade: mais sóbria, silenciosa e acolhedora.
Outro destaque são suas criptas, onde corpos naturalmente mumificados podem ser visitados em determinadas épocas do ano, oferecendo uma perspectiva curiosa sobre os costumes funerários da aristocracia vienense.
Mesmo para quem já visitou a Catedral de Santo Estêvão, a Igreja de São Miguel merece alguns minutos da caminhada. É um daqueles lugares menos concorridos pelos turistas, mas que ajudam a compreender melhor a história de Viena.
Museu Sisi e Apartamentos Imperiais de Hofburg
Se existe uma visita que eu considero praticamente obrigatória em Viena, é o conjunto formado pelo Museu Sisi e pelos Apartamentos Imperiais do Palácio Hofburg.
Minha recomendação é comprar o ingresso combinado com o Palácio de Schönbrunn. Além de sair mais em conta, evita comprar bilhetes separados para duas das principais atrações da cidade.
O percurso começa pelo Museu Sisi, dedicado à imperatriz Elisabeth da Áustria, uma das figuras mais fascinantes da monarquia dos Habsburgos. Ao longo da visita, conhecemos um pouco de sua personalidade inquieta, sua dificuldade em se adaptar à rígida vida da corte, a obsessão pela beleza e pela extrema magreza, além da profunda melancolia que a acompanhou durante boa parte da vida.
A exposição reúne vestidos, objetos pessoais, retratos, joias e diversos itens que ajudam a compreender por que Sisi se tornou uma personagem quase mítica da história austríaca. Confesso, porém, que essa primeira parte não foi a que mais me agradou. O audioguia é pouco intuitivo, os corredores são estreitos e, em horários de grande movimento, forma-se uma concentração de pessoas que dificulta observar as peças com tranquilidade.
Já os Apartamentos Imperiais mudam completamente a experiência.
São dezenove ambientes que serviram de residência oficial da família Habsburgo durante séculos. Salões, escritórios, dormitórios e salas de recepção permanecem cuidadosamente preservados e permitem imaginar o cotidiano da corte imperial. O audioguia passa a fazer muito mais sentido nessa etapa, contextualizando cada ambiente e explicando como viviam o imperador Francisco José e a imperatriz Elisabeth.
A coleção de pratarias e utensílios domésticos talvez não desperte o interesse de todos, mas o conjunto da visita impressiona. Mais do que conhecer a vida de Sisi, o passeio permite compreender a dimensão do poder e do luxo que cercavam o Império Austro-Húngaro. Sim sim é o tipo de museu onde ver as porcelanas da rainha e o pinico do Rei contextualizam um pouco as coisas, não adoro mas ajuda um pouco a dar sentido em todo o resto.
Vale muito a visita.
Mesmo para quem, como eu, não costuma ser um entusiasta de museus dedicados à vida da nobreza, a experiência acaba compensando pela riqueza histórica dos apartamentos e pela excelente conservação do palácio.
Grave e pesquise mais sobre esses dois personagens imperador Francisco José e a imperatriz Elisabeth. Mais tarde falo melhor sobre eles.
Termine o dia como um vienense: um concerto na Igreja de São Pedro
Depois de visitar Hofburg e o Museu Sisi, minha sugestão é simples: não tente encaixar mais um museu no roteiro.
Volte ao hotel, tome um banho, troque de roupa e descanse um pouco.
Você já conhece o caminho até a Igreja de São Pedro (Peterskirche), então poderá voltar para um lugar onde já esteve sem preocupação de se perder.
É hora de viver Viena.
A Peterskirche, construída no século XVIII sobre as ruínas de uma antiga igreja românica, é uma das mais belas igrejas barrocas da cidade. Durante o dia, ela impressiona pela decoração dourada e pelos afrescos da cúpula. À noite, transforma-se em um dos cenários mais elegantes para ouvir música clássica.
Os concertos costumam reunir obras de Mozart, Vivaldi, Bach, Beethoven e Schubert, interpretadas pelo Classic Ensemble Vienna. A acústica da igreja é excelente e a proximidade entre músicos e plateia cria uma experiência muito diferente da encontrada nas grandes salas de concerto.
Foi, sem dúvida, uma das melhores noites da viagem.
Não apenas pela qualidade da música, mas porque, naquele momento, tudo parecia fazer sentido. Durante o dia eu havia conhecido os palácios, a história da família Habsburgo e o esplendor do Império Austro-Húngaro. À noite, estava ouvindo a trilha sonora produzida por aquela mesma cidade.
É como se Viena finalmente se apresentasse.
Como se vestir?
Não existe um código de vestimenta obrigatório para os concertos realizados na Igreja de São Pedro.
Mesmo assim, vale a pena aproveitar a ocasião para caprichar um pouco mais no visual. Os vienenses costumam comparecer muito bem vestidos aos concertos e teatros, enquanto os turistas normalmente adotam um estilo bastante casual.
Não é necessário usar terno ou vestido de gala, mas uma calça social ou de sarja, camisa e sapato — ou um vestido simples e elegante — fazem você entrar no clima da cidade.
Mais do que seguir uma regra, vestir-se um pouco melhor é uma forma de transformar a noite em uma experiência especial.
Dica do Caminho
Se eu tivesse apenas uma noite em Viena, faria exatamente esse roteiro:
- Hofburg durante a tarde;
- retorno ao hotel para descansar;
- concerto na Peterskirche;
- jantar leve no centro histórico.
Poucas experiências conseguem resumir tão bem a essência da cidade.

