Se quiser ver o dia 1
Maria vom Siege
Próximo ao meu hotel, no bairro de Mariahilf, estava a Maria vom Siege, uma imponente igreja que chamou minha atenção logo nos primeiros dias em Viena.
Infelizmente, durante a viagem ela estava fechada para obras, o que me permitiu conhecer apenas sua fachada. Ficou aquela sensação de curiosidade e a vontade de voltar um dia para visitar seu interior.
A região é bastante tranquila durante o dia, mas, por causa das obras e do menor movimento no entorno da igreja, notei a presença de alguns moradores de rua nas proximidades. Não tive qualquer problema, mas vale a recomendação de sempre: mantenha a atenção normal que se deve ter em qualquer grande cidade, principalmente à noite.
Nem sempre conseguimos conhecer tudo o que planejamos em uma viagem. Às vezes, um monumento fechado acaba se tornando apenas mais um motivo para voltar.
Infelizmente, durante a viagem ela estava fechada para obras, o que me permitiu conhecer apenas sua fachada. Ficou aquela sensação de curiosidade e a vontade de voltar um dia para visitar seu interior.
A região é bastante tranquila durante o dia, mas, por causa das obras e do menor movimento no entorno da igreja, notei a presença de alguns moradores de rua nas proximidades. Não tive qualquer problema, mas vale a recomendação de sempre: mantenha a atenção normal que se deve ter em qualquer grande cidade, principalmente à noite.
Nem sempre conseguimos conhecer tudo o que planejamos em uma viagem. Às vezes, um monumento fechado acaba se tornando apenas mais um motivo para voltar.
Hofburg: caminhando pelo coração do Império
Segue o meu trajeto - https://maps.app.goo.gl/DkNr5adTboyZAs4r7
Hofburg foi a residência oficial de inverno da dinastia Habsburgo e o principal centro de poder do Império Austro-Húngaro durante quase seis séculos. Mas chamá-lo apenas de "palácio" é diminuir sua importância.
Na prática, trata-se de uma pequena cidade construída ao longo de mais de 700 anos. O complexo começou como uma fortaleza medieval no século XIII e foi sendo ampliado por sucessivas gerações de imperadores até se transformar em um conjunto monumental com milhares de salas, pátios, jardins, museus, igrejas e edifícios administrativos.
Prepare-se para andar bastante.
O complexo é enorme e, em alguns momentos, pode parecer confuso. Se o seu objetivo for conhecer cada detalhe histórico e arquitetônico, talvez um guia faça diferença. Eu preferi outra abordagem: antes da viagem, estudei um pouco sobre a história dos Habsburgos e alguns de seus personagens mais importantes. Isso tornou a visita muito mais interessante.
E aqui existe uma conexão que nós, brasileiros, costumamos ignorar.
Os Habsburgos não marcaram apenas a história da Áustria. Sua política de casamentos dinásticos influenciou praticamente toda a Europa e chegou diretamente ao Brasil.
Enquanto outros impérios expandiam seus domínios principalmente pela guerra, os Habsburgos tornaram-se conhecidos por fortalecer seu poder por meio de alianças matrimoniais. Existe até um antigo lema atribuído à família:
"Que os outros façam guerras; tu, feliz Áustria, casa-te."
Essa estratégia levou membros da dinastia a ocupar tronos na Espanha, Portugal, Hungria, Boêmia, Países Baixos e em diversos outros territórios europeus.
Foi também dessa família que nasceu Maria Leopoldina da Áustria, criada em Hofburg e posteriormente casada com Dom Pedro. Ela se tornaria a primeira imperatriz do Brasil e uma das figuras fundamentais do nosso processo de Independência.
Ao caminhar pelos salões do palácio, vale lembrar que muitos acontecimentos decisivos para a história brasileira começaram muito antes de Leopoldina embarcar para o Rio de Janeiro. De certa forma, parte da história do Brasil também passou por estes corredores.
O que visitar em Hofburg
O complexo reúne diversas atrações, entre elas:
- Museu Sisi (que possivelmente já olhasmo no dia anterior do roteiro mas não ficar tão maçante)
- Apartamentos Imperiais;
- Tesouro Imperial;
- Biblioteca Nacional Austríaca;
- Escola Espanhola de Equitação;
- Burgkapelle, onde se apresentam os famosos Pequenos Cantores de Viena;
- pátios históricos, jardins e diversos edifícios ligados à antiga corte imperial.
Dicas do Caminho: reserve pelo menos meio dia para visitar Hofburg. Não tenha pressa. Mais importante do que tentar ver tudo é compreender o papel que esse lugar desempenhou na formação da Europa — e, indiretamente, também na história do Brasil.
Outro fator importante é não fazer um dia massacrante com a visita ao Palácio Schonbrunn o mesmo dia, acredito ser bom arejar as ideias intercalando palácios, museus com parques e mercados.
Schweizertor
Meu roteiro começou pelo Schweizertor, o histórico Portão Suíço, uma das entradas mais antigas de Hofburg.
📍 Schweizerhof, Hofburg, 1010 Viena
Ao atravessar esse portal, chegamos ao Schweizerhof, um dos pátios mais antigos de todo o complexo. É curioso pensar que milhões de turistas passam diariamente por esse lugar sem perceber que ali está a origem do enorme palácio que se tornou símbolo do Império Austro-Húngaro.
O pátio é cercado por edifícios históricos e transmite uma sensação muito diferente das áreas mais monumentais de Hofburg. É um ambiente mais fechado, quase intimista, onde é possível imaginar como era a residência imperial antes das sucessivas ampliações.
É também a partir daqui que se chega a algumas das atrações mais importantes do complexo, como o Tesouro Imperial, a impressionante Escadaria dos Embaixadores e diversos edifícios administrativos ligados ao antigo palácio.
Mesmo que você não visite todas essas atrações, vale alguns minutos para observar a arquitetura e entender que Hofburg não foi construído de uma única vez. Cada imperador deixou sua marca, transformando um castelo medieval em um dos maiores complexos palacianos da Europa.
A verdade é que planejei ir em cada uma das atrações mas o ambiente estava confuso com muitas alas do palácio fechadas para uma corrida de rua, acabei conhecendo tudo por fora e o dia lindíssimo de um domingo me acabou puxando para ficar mais ao ar livre numa caminhada até meu próximo destino.
Dica do caminho
O complexo começa a abrir as 8:00 portanto quanto antes chegar melhor, pois terá menos fila minha programação entrando em algumas atrações (todas pagando-se a parte) era de sair de lá por volta de 12:00 mas meu interesse e bolso vazio e alas fechadas me fizeram sair de lá já tardiamente as 11:00
O complexo reúne diversas atrações, entre elas:
- Museu Sisi (que possivelmente já olhasmo no dia anterior do roteiro mas não ficar tão maçante)
- Apartamentos Imperiais;
- Tesouro Imperial;
- Biblioteca Nacional Austríaca;
- Escola Espanhola de Equitação;
- Burgkapelle, onde se apresentam os famosos Pequenos Cantores de Viena;
- pátios históricos, jardins e diversos edifícios ligados à antiga corte imperial.
Dicas do Caminho: reserve pelo menos meio dia para visitar Hofburg. Não tenha pressa. Mais importante do que tentar ver tudo é compreender o papel que esse lugar desempenhou na formação da Europa — e, indiretamente, também na história do Brasil.
Outro fator importante é não fazer um dia massacrante com a visita ao Palácio Schonbrunn o mesmo dia, acredito ser bom arejar as ideias intercalando palácios, museus com parques e mercados.
Schweizertor
📍 Schweizerhof, Hofburg, 1010 Viena
Ao atravessar esse portal, chegamos ao Schweizerhof, um dos pátios mais antigos de todo o complexo. É curioso pensar que milhões de turistas passam diariamente por esse lugar sem perceber que ali está a origem do enorme palácio que se tornou símbolo do Império Austro-Húngaro.
O pátio é cercado por edifícios históricos e transmite uma sensação muito diferente das áreas mais monumentais de Hofburg. É um ambiente mais fechado, quase intimista, onde é possível imaginar como era a residência imperial antes das sucessivas ampliações.
É também a partir daqui que se chega a algumas das atrações mais importantes do complexo, como o Tesouro Imperial, a impressionante Escadaria dos Embaixadores e diversos edifícios administrativos ligados ao antigo palácio.
Mesmo que você não visite todas essas atrações, vale alguns minutos para observar a arquitetura e entender que Hofburg não foi construído de uma única vez. Cada imperador deixou sua marca, transformando um castelo medieval em um dos maiores complexos palacianos da Europa.
A verdade é que planejei ir em cada uma das atrações mas o ambiente estava confuso com muitas alas do palácio fechadas para uma corrida de rua, acabei conhecendo tudo por fora e o dia lindíssimo de um domingo me acabou puxando para ficar mais ao ar livre numa caminhada até meu próximo destino.
O complexo começa a abrir as 8:00 portanto quanto antes chegar melhor, pois terá menos fila minha programação entrando em algumas atrações (todas pagando-se a parte) era de sair de lá por volta de 12:00 mas meu interesse e bolso vazio e alas fechadas me fizeram sair de lá já tardiamente as 11:00
Almoço no Naschmarkt
Depois de uma manhã caminhando no Hofburg, uma excelente parada para o almoço é o Naschmarkt, o mercado mais famoso da cidade.
Sua história começou no século XVI, quando o local era utilizado principalmente para a venda de leite. Com o crescimento de Viena, o mercado ganhou importância e, a partir de 1793, tornou-se o principal ponto de venda de frutas e verduras que chegavam à cidade por terra, enquanto os produtos transportados pelo Danúbio eram comercializados em outras regiões.
Hoje o Naschmarkt reúne dezenas de barracas, restaurantes e pequenos empórios onde é possível encontrar frutas, temperos, azeites, queijos, doces e especialidades de várias partes do mundo. É um lugar excelente para caminhar sem pressa, experimentar sabores diferentes e observar o cotidiano dos vienenses.
Mas, para mim, o verdadeiro segredo do Naschmarkt está quase escondido.
Em uma pequena banca lateral, sempre cercada por uma fila de clientes, uma senhora prepara sem parar uma das especialidades mais tradicionais da culinária austríaca: a Käsekrainer, uma linguiça recheada com queijo que derrete a cada mordida.
Pode parecer apenas um lanche de mercado.
Não é.
É um daqueles sabores simples que acabam ficando na memória muito tempo depois da viagem.
Se encontrar a pequena banca e conseguir um espaço no balcão, não pense duas vezes.
Peça uma Käsekrainer.
Sua história começou no século XVI, quando o local era utilizado principalmente para a venda de leite. Com o crescimento de Viena, o mercado ganhou importância e, a partir de 1793, tornou-se o principal ponto de venda de frutas e verduras que chegavam à cidade por terra, enquanto os produtos transportados pelo Danúbio eram comercializados em outras regiões.
Hoje o Naschmarkt reúne dezenas de barracas, restaurantes e pequenos empórios onde é possível encontrar frutas, temperos, azeites, queijos, doces e especialidades de várias partes do mundo. É um lugar excelente para caminhar sem pressa, experimentar sabores diferentes e observar o cotidiano dos vienenses.
Mas, para mim, o verdadeiro segredo do Naschmarkt está quase escondido.
Em uma pequena banca lateral, sempre cercada por uma fila de clientes, uma senhora prepara sem parar uma das especialidades mais tradicionais da culinária austríaca: a Käsekrainer, uma linguiça recheada com queijo que derrete a cada mordida.
Pode parecer apenas um lanche de mercado.
Não é.
É um daqueles sabores simples que acabam ficando na memória muito tempo depois da viagem.
Se encontrar a pequena banca e conseguir um espaço no balcão, não pense duas vezes.
Peça uma Käsekrainer.
Museu de História da Arte (Kunsthistorisches Museum)
Lembra que eu falei para alternar palácios, museus, mercados e parques?
Pois é.
Depois de uma manhã inteira em Hofburg, minha sugestão seria justamente mudar o ritmo da viagem. E, para mim, não existe lugar melhor para isso do que o Museu de História da Arte de Viena.
Confesso que ele foi um dos pontos altos da viagem.
O edifício, inaugurado no final do século XIX, já impressiona antes mesmo da entrada. A arquitetura monumental, as escadarias de mármore, os salões decorados e a enorme cúpula fazem o visitante esquecer por alguns instantes que ainda nem chegou às exposições.
É, sem dúvida, o museu é um dos mais bonitos que já visitei. E não digo isso apenas pelo prédio.
A forma como as obras estão distribuídas, a iluminação, os detalhes da arquitetura e a organização dos espaços transformam a visita em uma experiência que vai muito além das coleções.
O acervo reúne pinturas dos grandes mestres europeus, esculturas, moedas, antiguidades gregas e romanas, além de uma das mais importantes coleções de arte egípcia fora do Egito.
Aliás, esse é um detalhe curioso.
Muitas peças que hoje admiramos em Viena dificilmente seriam encontradas reunidas com tanta qualidade em seus próprios países de origem. O poder e a influência dos Habsburgos permitiram formar uma coleção verdadeiramente extraordinária. E aí voltou a minha mente aquela história de exploração e um assunto que anda muito em voga, a devolução de elementos históricos saqueados de seus países de origem. Ponto para reflexão, por enquanto tem muita coisa reunida em Viena e você está aqui agora.
Reserve tempo. Muito tempo. Mais que para o Holfburg!!
Se você gosta de museus, programe pelo menos quatro para a visita. Eu permaneci duas horas no prédio e, mesmo assim, acelerando em algumas galerias, cabe mais um tempinho....
Felizmente existe um café-restaurante dentro do museu, uma ótima opção para descansar e continuar a visita sem precisar sair do complexo.
Algumas dicas
- compre o ingresso pela internet, mas confira se o e-mail de confirmação realmente chegou;
- caso utilize algum passe turístico, verifique se há acesso prioritário;
- use o audioguia. Ele enriquece muito a experiência;
- consulte antes da visita quais galerias estarão abertas. Durante minha passagem algumas coleções estavam fechadas para restauração, incluindo parte da seção dedicada ao Egito Antigo.
É um museu obrigatório para quem aprecia arte e história.
Mesmo quem não costuma visitar muitos museus provavelmente sairá impressionado. Se não pelas obras, certamente pela arquitetura do edifício, que por si só já justificaria a visita.
Maria-Theresien-Platz e o Museu de História Natural
Ao sair do Museu de História da Arte, atravesse sem pressa a belíssima Maria-Theresien-Platz.
A praça é dominada pela imponente estátua da imperatriz Maria Teresa, uma personagem que, na minha opinião, merece muito mais atenção do que normalmente recebe nos livros de história. Governou um dos maiores impérios da Europa durante quarenta anos, promoveu importantes reformas administrativas, modernizou o Estado, reorganizou o exército e incentivou a educação pública. Foi também mãe de dezesseis filhos, entre eles Maria Antonieta, a futura rainha da França.
Se você pretende compreender a história da Áustria e dos Habsburgos, vale a pena dedicar algum tempo para conhecer a trajetória dessa extraordinária governante.
De um lado da praça está o Museu de História da Arte; do outro, seu "irmão gêmeo", o Museu de História Natural de Viena (Naturhistorisches Museum). Os dois edifícios foram projetados para dialogar entre si e formam um dos conjuntos arquitetônicos mais impressionantes da cidade.
Infelizmente, dessa vez não consegui visitar o Museu de História Natural. As pessoas que estavam comigo preferiram seguir outro roteiro, e viajar também é isso: nem sempre conseguimos fazer tudo o que gostaríamos.
Confesso que esse acabou se tornando um dos principais motivos para voltar a Viena.
Afinal, uma boa viagem não é aquela em que se vê tudo. É aquela que deixa boas razões para retornar.
O Naturhistorisches Museum é um dos melhores museus de história natural do mundo porque reúne praticamente a história da Terra em um único lugar. Há uma impressionante coleção de dinossauros em tamanho real, fósseis, meteoritos, minerais, animais empalhados, esqueletos de baleias e uma das maiores coleções de pedras preciosas da Europa. É também ali que está a famosa Vênus de Willendorf, uma pequena escultura de aproximadamente 30 mil anos, considerada uma das mais importantes representações da arte pré-histórica já encontradas. Para quem gosta de entender a evolução da vida, da humanidade e do próprio planeta, é um museu tão fascinante quanto qualquer palácio imperial — só que conta uma história muito mais antiga: a nossa.
Igreja de São Carlos Borromeu (Karlskirche)
A Karlskirche é uma das mais belas igrejas barrocas de Viena e, para muitos, uma das construções mais impressionantes da cidade.
Erguida após a grande epidemia de peste de 1713, foi encomendada pelo imperador Carlos VI em homenagem a São Carlos Borromeu, arcebispo de Milão e considerado um dos santos protetores contra a peste. Sua arquitetura mistura elementos da Grécia e da Roma antigas com o barroco austríaco, criando uma fachada absolutamente única. A enorme cúpula e as duas colunas inspiradas na Coluna de Trajano chamam atenção ainda à distância.
O interior é ricamente decorado, com afrescos que cobrem a cúpula e um altar monumental. Existe ainda uma plataforma elevada que permite observar as pinturas de perto, algo pouco comum em igrejas desse período.
Confesso, porém, que minha experiência foi um pouco diferente da expectativa.
A igreja é realmente muito bonita, mas achei o ingresso relativamente caro (9,50 euros) para o que a visita oferece. Senti falta de um audioguia ou de alguma explicação mais detalhada sobre os afrescos, os símbolos religiosos e a própria história do edifício. Para quem não estudou previamente o local, a visita acaba se resumindo muito mais à contemplação da arquitetura do que à compreensão de sua importância histórica.
Outro detalhe que me incomodou foi a instalação de uma estrutura metálica moderna no centro da nave para acesso à plataforma elevada. Embora facilite a observação da cúpula, ela interfere bastante na harmonia visual do ambiente e quebra um pouco a atmosfera barroca da igreja.
Ainda assim, vale a pena conhecer a Karlskirche, principalmente por sua arquitetura. Apenas ajustaria a expectativa: vá preparado para admirar uma obra-prima do barroco, mas não espere uma experiência histórica tão completa quanto a encontrada em outros monumentos de Viena.
Erguida após a grande epidemia de peste de 1713, foi encomendada pelo imperador Carlos VI em homenagem a São Carlos Borromeu, arcebispo de Milão e considerado um dos santos protetores contra a peste. Sua arquitetura mistura elementos da Grécia e da Roma antigas com o barroco austríaco, criando uma fachada absolutamente única. A enorme cúpula e as duas colunas inspiradas na Coluna de Trajano chamam atenção ainda à distância.
O interior é ricamente decorado, com afrescos que cobrem a cúpula e um altar monumental. Existe ainda uma plataforma elevada que permite observar as pinturas de perto, algo pouco comum em igrejas desse período.
Confesso, porém, que minha experiência foi um pouco diferente da expectativa.
A igreja é realmente muito bonita, mas achei o ingresso relativamente caro (9,50 euros) para o que a visita oferece. Senti falta de um audioguia ou de alguma explicação mais detalhada sobre os afrescos, os símbolos religiosos e a própria história do edifício. Para quem não estudou previamente o local, a visita acaba se resumindo muito mais à contemplação da arquitetura do que à compreensão de sua importância histórica.
Outro detalhe que me incomodou foi a instalação de uma estrutura metálica moderna no centro da nave para acesso à plataforma elevada. Embora facilite a observação da cúpula, ela interfere bastante na harmonia visual do ambiente e quebra um pouco a atmosfera barroca da igreja.
Ainda assim, vale a pena conhecer a Karlskirche, principalmente por sua arquitetura. Apenas ajustaria a expectativa: vá preparado para admirar uma obra-prima do barroco, mas não espere uma experiência histórica tão completa quanto a encontrada em outros monumentos de Viena.
Parlamento da Áustria
Infelizmente, esse ficou de fora do meu roteiro.
O tempo em Viena é curto para a quantidade de atrações que a cidade oferece e, em algum momento, precisamos fazer escolhas. O Parlamento Austríaco acabou sendo uma delas e hoje está na minha lista de motivos para voltar.
Mesmo sem entrar, o edifício impressiona.
Construído em estilo neoclássico, foi claramente inspirado na arquitetura da Grécia Antiga, uma homenagem às origens da democracia. A enorme fachada com colunas coríntias e a famosa Fonte de Palas Atena fazem dele um dos prédios públicos mais bonitos de Viena.
Uma informação que descobri durante o planejamento da viagem e que pode ser útil: as visitas guiadas ao Parlamento são gratuitas. Basta fazer o agendamento pelo site oficial e apresentar um documento de identidade na entrada. Para estrangeiros, o passaporte é aceito normalmente.
Se eu tivesse mais um dia em Viena, certamente incluiria essa visita no roteiro.
Infelizmente, esse ficou de fora do meu roteiro.
O tempo em Viena é curto para a quantidade de atrações que a cidade oferece e, em algum momento, precisamos fazer escolhas. O Parlamento Austríaco acabou sendo uma delas e hoje está na minha lista de motivos para voltar.
Mesmo sem entrar, o edifício impressiona.
Construído em estilo neoclássico, foi claramente inspirado na arquitetura da Grécia Antiga, uma homenagem às origens da democracia. A enorme fachada com colunas coríntias e a famosa Fonte de Palas Atena fazem dele um dos prédios públicos mais bonitos de Viena.
Uma informação que descobri durante o planejamento da viagem e que pode ser útil: as visitas guiadas ao Parlamento são gratuitas. Basta fazer o agendamento pelo site oficial e apresentar um documento de identidade na entrada. Para estrangeiros, o passaporte é aceito normalmente.
Se eu tivesse mais um dia em Viena, certamente incluiria essa visita no roteiro.
Jardim do Palácio Belvedere: fechando o dia da melhor forma
Depois de um dia inteiro entre palácios, museus e igrejas, não existe lugar melhor para desacelerar do que os jardins do Palácio Belvedere.
Construído no século XVIII como residência de verão do príncipe Eugênio de Saboia, o complexo do Belvedere foi projetado para impressionar. Seu próprio nome já revela a intenção: Belvedere, em italiano, significa "bela vista".
O conjunto é formado por dois palácios — o Belvedere Superior e o Belvedere Inferior — ligados por um dos mais belos jardins barrocos da Europa. Fontes, espelhos d'água, esculturas, canteiros geométricos e longos caminhos transformam a caminhada em uma experiência tão agradável quanto a visita aos edifícios.
O que mais gostei, porém, foi a atmosfera do lugar.
Depois da intensidade de Hofburg, dos museus e do movimento do centro histórico, o Belvedere oferece exatamente aquilo que um viajante precisa no fim do dia: silêncio.
Ali não existe pressa. Apenas pessoas caminhando, casais sentados nos jardins, fotógrafos esperando a melhor luz e turistas que, pela primeira vez durante o dia, parecem esquecer o relógio.
Se puder, programe sua visita para o final da tarde.
Quando o sol começa a baixar, a luz dourada ilumina os jardins e a fachada do palácio, criando um cenário digno de cartão-postal. Talvez seja um dos pores do sol mais bonitos de Viena.
Às vezes, uma viagem não termina quando voltamos ao hotel.
Ela termina quando encontramos um lugar onde simplesmente vale a pena parar e contemplar.
Dá uma enorme satisfação encerrar o dia ali. Não que a viagem acabe com o pôr do sol. Muito pelo contrário. Dali para a frente, o que vier é lucro.
Dica do Caminho
Se você for malandro, faça o seguinte.
Pegue um ônibus até o Belvedere Superior. Assim você percorre todo o jardim descendo tranquilamente em direção ao Belvedere Inferior — afinal, todo santo ajuda.
De lá, siga para a estação mais próxima e embarque rumo à Wien Mitte–Landstraße. É um deslocamento rápido e, se ainda houver disposição, sobra tempo para conhecer a próxima parada do roteiro: a curiosa Hundertwasserhaus.
Viajar também é isso: aproveitar o relevo, economizar pernas e guardar energia para aquilo que realmente vale a caminhada.
Hundertwasserhaus: quando Viena resolveu quebrar todas as regras
Depois de passar o dia inteiro admirando palácios, igrejas barrocas e museus imperiais, prepare-se para uma mudança radical de cenário.
A Hundertwasserhaus é provavelmente o edifício mais irreverente de Viena.
Construído entre 1983 e 1986 a partir das ideias do artista austríaco Friedensreich Hundertwasser, o conjunto residencial rompe completamente com a arquitetura tradicional da cidade. Ali não existem linhas retas, pisos perfeitamente nivelados ou fachadas simétricas. Cada janela parece ter personalidade própria e árvores crescem sobre os telhados e até das fachadas, como se a natureza estivesse recuperando o espaço ocupado pelo concreto.
Mais do que um edifício curioso, a Hundertwasserhaus representa uma filosofia. Hundertwasser acreditava que a arquitetura deveria respeitar mais a natureza e permitir maior liberdade criativa às pessoas. Para ele, a perfeição das linhas retas era uma invenção do homem, enquanto a natureza sempre preferiu as curvas.
Ao lado do edifício residencial fica a Hundertwasser Village, uma antiga fábrica de pneus transformada em um pequeno centro comercial. O espaço reúne lojas de lembranças, cafés, uma galeria de arte e pequenos ambientes igualmente inspirados no estilo colorido e orgânico do artista.
Mesmo que você não compre nada, vale a pena entrar.
É um dos poucos lugares em Viena onde a sensação é de estar dentro de uma obra de arte.
Depois de conhecer a Viena dos imperadores, dos compositores e dos grandes palácios, a Hundertwasserhaus lembra que a cidade também sabe rir de si mesma e reinventar sua própria arquitetura.
A Hundertwasserhaus é provavelmente o edifício mais irreverente de Viena.
Construído entre 1983 e 1986 a partir das ideias do artista austríaco Friedensreich Hundertwasser, o conjunto residencial rompe completamente com a arquitetura tradicional da cidade. Ali não existem linhas retas, pisos perfeitamente nivelados ou fachadas simétricas. Cada janela parece ter personalidade própria e árvores crescem sobre os telhados e até das fachadas, como se a natureza estivesse recuperando o espaço ocupado pelo concreto.
Mais do que um edifício curioso, a Hundertwasserhaus representa uma filosofia. Hundertwasser acreditava que a arquitetura deveria respeitar mais a natureza e permitir maior liberdade criativa às pessoas. Para ele, a perfeição das linhas retas era uma invenção do homem, enquanto a natureza sempre preferiu as curvas.
Ao lado do edifício residencial fica a Hundertwasser Village, uma antiga fábrica de pneus transformada em um pequeno centro comercial. O espaço reúne lojas de lembranças, cafés, uma galeria de arte e pequenos ambientes igualmente inspirados no estilo colorido e orgânico do artista.
Mesmo que você não compre nada, vale a pena entrar.
É um dos poucos lugares em Viena onde a sensação é de estar dentro de uma obra de arte.
Depois de conhecer a Viena dos imperadores, dos compositores e dos grandes palácios, a Hundertwasserhaus lembra que a cidade também sabe rir de si mesma e reinventar sua própria arquitetura.
Light of Creation – quando uma igreja vira palco de luz
Para encerrar o dia, reserve uma experiência completamente diferente de tudo o que você viu até aqui.
A Votivkirche, uma das mais belas igrejas neogóticas de Viena, recebe atualmente o espetáculo Light of Creation, uma apresentação imersiva de luz, música e projeções que transforma todo o interior do templo em uma verdadeira obra de arte.
Durante cerca de trinta minutos, a arquitetura da igreja deixa de ser apenas cenário e passa a fazer parte da narrativa. Utilizando projeções de última geração, o espetáculo conduz o público por uma viagem inspirada na criação do universo. Luz, água, terra, vida e cosmos surgem diante dos olhos acompanhados por uma trilha sonora especialmente composta para a apresentação.
Foi uma das experiências mais surpreendentes da viagem.
Mais do que um espetáculo tecnológico, ela me fez refletir sobre um movimento que vem acontecendo em diversas cidades europeias. Com a diminuição da frequência às celebrações religiosas, muitas igrejas históricas passaram a buscar novas formas de manter esses espaços vivos e relevantes para a sociedade. Concertos, exposições, projeções artísticas e eventos culturais têm aproximado um novo público desses edifícios sem que eles deixem de cumprir sua função religiosa.
Achei essa iniciativa extremamente inteligente.
Em vez de transformar igrejas em museus silenciosos, elas continuam recebendo pessoas, despertando emoção e preservando um patrimônio histórico que dificilmente poderia ser mantido apenas com recursos públicos ou doações.
Se você gosta de fotografia, arquitetura ou simplesmente procura uma experiência diferente em Viena, vale muito a pena incluir o Light of Creation no roteiro.
Às vezes, a melhor maneira de preservar o passado é permitir que ele dialogue com o presente.
A Votivkirche, uma das mais belas igrejas neogóticas de Viena, recebe atualmente o espetáculo Light of Creation, uma apresentação imersiva de luz, música e projeções que transforma todo o interior do templo em uma verdadeira obra de arte.
Durante cerca de trinta minutos, a arquitetura da igreja deixa de ser apenas cenário e passa a fazer parte da narrativa. Utilizando projeções de última geração, o espetáculo conduz o público por uma viagem inspirada na criação do universo. Luz, água, terra, vida e cosmos surgem diante dos olhos acompanhados por uma trilha sonora especialmente composta para a apresentação.
Foi uma das experiências mais surpreendentes da viagem.
Mais do que um espetáculo tecnológico, ela me fez refletir sobre um movimento que vem acontecendo em diversas cidades europeias. Com a diminuição da frequência às celebrações religiosas, muitas igrejas históricas passaram a buscar novas formas de manter esses espaços vivos e relevantes para a sociedade. Concertos, exposições, projeções artísticas e eventos culturais têm aproximado um novo público desses edifícios sem que eles deixem de cumprir sua função religiosa.
Achei essa iniciativa extremamente inteligente.
Em vez de transformar igrejas em museus silenciosos, elas continuam recebendo pessoas, despertando emoção e preservando um patrimônio histórico que dificilmente poderia ser mantido apenas com recursos públicos ou doações.
Se você gosta de fotografia, arquitetura ou simplesmente procura uma experiência diferente em Viena, vale muito a pena incluir o Light of Creation no roteiro.
Às vezes, a melhor maneira de preservar o passado é permitir que ele dialogue com o presente.
Resumo do dia
| Local | Endereço | Transporte | Horário | Preço (2025) | Site |
|---|---|---|---|---|---|
| Maria vom Siege | Mariahilfer Gürtel 37, 1150 Viena | U3 Schweglerstraße ou U6 Gumpendorfer Straße | Exterior livre | Gratuito | https://mariavomsiege.at |
| Hofburg | Michaelerkuppel, 1010 Viena | U3 Herrengasse • U1/U3 Stephansplatz • Tram D, 1, 2, 71 | Jardins 24h / Museus em geral 9h–17h30 | Exterior gratuito / atrações €16–25 | https://www.hofburg-wien.at |
| Schweizertor / Schweizerhof | Schweizerhof, Hofburg, 1010 Viena | Mesmo acesso do Hofburg | 8h–18h (áreas externas) | Gratuito | https://www.hofburg-wien.at |
| Naschmarkt | Wienzeile, 1060 Viena | U4 Kettenbrückengasse • U1 Karlsplatz | Mercado: aprox. 6h–21h (sábado até 18h) | Entrada gratuita | https://www.naschmarkt-vienna.com |
| Museu de História da Arte (Kunsthistorisches Museum) | Maria-Theresien-Platz, 1010 Viena | U2 MuseumsQuartier • U3 Volkstheater • Tram D, 1, 2, 71 | 10h–18h (quinta até 21h) | cerca de €21 | https://www.khm.at |
| Maria-Theresien-Platz | Maria-Theresien-Platz, 1010 Viena | U2 MuseumsQuartier | Livre 24h | Gratuito | https://www.wien.info |
| Museu de História Natural | Burgring 7, 1010 Viena | U2 MuseumsQuartier • Tram D, 1, 2 | 9h–18h30 (quarta até 20h) | cerca de €18 | https://www.nhm-wien.ac.at |
| Karlskirche | Karlsplatz 10, 1040 Viena | U1/U2/U4 Karlsplatz | 9h–18h | €9,50 | https://www.karlskirche.at |
| Parlamento Austríaco | Dr.-Karl-Renner-Ring 3, 1017 Viena | U3 Volkstheater • Tram D, 1, 2, 71 | Visitas mediante agendamento | Gratuito | https://www.parlament.gv.at |
| Belvedere Superior | Prinz Eugen-Straße 27, 1030 Viena | Tram D • O • Bonde 18 • S-Bahn Quartier Belvedere | 9h–18h | Jardins gratuitos / Museu €19–22 | https://www.belvedere.at |
| Hundertwasserhaus | Kegelgasse 36–38, 1030 Viena | Tram 1 • U3 Rochusgasse • S-Bahn Wien Mitte | Exterior livre | Gratuito | https://www.kunsthauswien.com |
| Hundertwasser Village | Kegelgasse 37–39, 1030 Viena | Mesmo acesso | 9h–19h | Gratuito | http://www.hundertwasser-village.com |
| Light of Creation – Votivkirche | Rooseveltplatz, 1090 Viena | Tram 1, 37, 38, 40, 41, 42 • U2 Schottentor | Conforme sessão (≈30 min) | cerca de €27 (≈R$170) | https://light-of-creation.com |
Segue o dia 3
https://encontrandonocaminho.blogspot.com/2026/07/vivendo-viena-em-3-dias-dia-3.html
Nenhum comentário:
Postar um comentário