quinta-feira, 11 de abril de 2013

Roteiros do Rio - Paquetando

Quer largar do stress do dia ? Quer um refúgio que lhe seja seguro? Quer mudar a rotina? Voltar ao Rio de Janeiro do século XIX ? 
Um passeio impensável para muitos, coisa de 1 hora de barco saindo do centro do Rio. Uma brisa agradável do mar lhe acompanhará rumo a uma ilha paradisíaca bem no meio da baia de Guanabara. O passeio em si já é muito agradável, o lugar belíssimo e que sempre preserva a nossa esperança de que um dia volte a ser limpo, mas .... Enquanto as águas continuam poluídas, o que é uma pena do ponto de vista, turístico, sanitário e da auto estima do carioca, existe muito mais do que uma praia suja para se curtir em Paquetá. 
O primeiro ponto que já mencionei é o silêncio e a brisa que nos acompanham na viagem de barca, lembro dos tempo de criança de ter visto (ou imaginado) golfinhos (na verdade eram Toninhas) nadando ao lado da barca assim que atravessávamos a Ponte Rio - Niterói. Ver o centro do Rio de outra perspectiva, dar um distanciamento da confusão do transito e do barulho nos faz ver o quanto é bonito o quadro que se emoldura à distância. Aí vemos a bela caixinha de jóia do império na Ilha Fiscal e a majestosa Ponte passando sobre nós, durante toda a viagem o balançar das ondas nos embala e enfim chegamos a pequena ilha com seus quase 500 anos de história.
Paquetá foi descoberta por um cosmógrafo da Missão França Antártica (André Thevet) antes mesmo dos portugueses fundarem a Cidade do Rio de Janeiro, e francesa como um dos últimos focos de resistência contra os portugueses. Dista15 Km da praça XV, e ao chegarmos, estamos diante do casario centenário, das ruas de terra e do ambiente é bucólico. Em uma hora de uma inusitada "viagem" chegamos a algo que parece uma cidade do interior, mas que faz parte da metrópole. Então o melhor a fazer é caminhar sem pressa dando uma volta nos 8 quilometros da ilha. 
De frente para a estação das barcas nos deparamos com:

Igreja do Senhor Bom Jesus do Monte - A construção original da paróquia data de 1763 e foi reformada no início do século XX. Seu interior é simples e em estilo neogótico.

 Seguindo para o lado direito vemos um lindo caramanchão que dá início a :

Praia dos Tamoios - linda e calma para um passeio, aqui estão coisas pitorescas como um velho e belíssimo Baobá apelidado de "Maria Gorda", com seus 7 metros de circunferência e  um canhão que fez salva de tiros quando da chegada de D. João VI.

Então seguimos contornando o Morro do Castelo e chegando ao Preventório Rainha Dona Amélia que vem a ser uma bela Chácara virada para São Gonçalo e que pertence a fundação Athaufo de Paiva e que faz um trabalho de assistência a crianças com doenças infecciosas como a tuberculose.

Continuando o caminho e atravessamos as praias do  Catimbaú, Lameirão e dos Coqueiros onde é possível ver uma linda Chácara, entramos então na Praia de São Roque, onde é possível ver a Serra dos Orgãos e onde encontramos uma praça de mesmo nome: 

Praça São Roque - Um dos pontos mais antigos de Paquetá, recebe o nome do padroeiro da ilha. É ali que fica o lendário Poço de São Roque. Reza a lenda que suas águas eram milagrosas e curaram uma úlcera na perna de Dom João VI. Na praça também fica uma capela para o santo, uma joia arquitetônica construída em 1697 e a bela Casa das Artes - que é o centro cultural de Paquetá e abriga uma biblioteca, recitais de chorinho, exposição sobre a história da ilha e da Baía de Guanabara e projetos de capacitação para jovens, entre outras atrações. Restaurada, tem em seu quintal o Arte & Gula Café, que serve lanches simples. O centro funciona diariamente, das 10h às 17h.

Passamos então pela Pedra da Moreninha, para chegar à praia de mesmo nome:

Praia da Moreninha - não mais bela que as outras, mas a famosa praia tem seu nome atribuído a  romance de Joaquim Manoel de Macedo, publicado em 1844 que virou novela na década de 70. Ao fim dela, vale a pena contornar o Morro da Pedreira para chegar ao Solar Del Rey e voltando a orla, chegamos a:

Praia José Bonifácio -o Patriarca da Independência, José Bonifácio viveu ali entre 1830 e 1838 e enfrentou momentos difíceis ao ser proibido de deixar a ilha após romper com D. Pedro I. no canto direito da praia existe a Pedra dos Namorados e a Ponte da Saudade (homenagem ao escravo João Saudade. De acordo com a lenda, ele foi separado de sua família na África ao vir para o Brasil e, diariamente, visitava a ponte para rezar pelo reencontro.). Aqui é possível alugar um caiaques ou um pedalinho e observar de perto a ilha de Brocoió, utilizado como residência de verão do governador do Rio, quando este não é o digníssimo Sergio Cabral que prefere as suntuosas instalações de sua mansão em Angra.

Andamos mais um pouco para chegar ao
 
Parque de Darke de Mattos - com uma extensa área verde e equipamentos urbanos, é possível se subir o Mirante Boa Vista, no Morro da Cruz, do qual pode-se contemplar um belíssimo panorama da Baía de Guanabara, incluindo-se Niterói, o Pão de Açúcar, o Cristo Redentor e o Maciço da Tijuca. Já no Recanto das Constelações, podemos subir a escada de acesso para a cobertura, de onde pode-se admirar a paisagem da Ilha e da Baía, existe ainda o Recanto dos Jesuítas, formado por um pequeno anfiteatro e o Palco da Lua, utilizado para eventos ao ar livre e a Praça do Vento, composta por pórtico constituído de colunas. 
Podemos aproveitar isso tudo ou deitar embaixo de uma árvore para um piquenique ao som das ondas. 
No Parque ainda existem outros espaços de convivência : Largo dos Amores, Largo do Veloso e a Ponte dos Pescadores, em formato de pier. Os túneis, remanescentes das antigas explorações das jazidas de caolim presentes na área do Parque são uma curiosa particularidade e um playground com aparelhos de ginástica.

Falando em ginástica é sempre bom citar que o melhor programa de Paquetá seja pegar uma bicicleta e fazer tudo isso pedalando ao ritmo cadenciado de um "passeio preguiça", coisa para se explorar sozinho, se fazer a dois (de preferência de mãos dadas) e ... principalmente num programa de família! Sempre entrando no ritmo local de cumprimentar a todos com jovialidade e até jogar conversa fora com os habitantes que ficam no portão de casa vendo a vida passar mansa e agradável !

O retorno é acompanhado pela mesma paz da ida, mas nossos olhos verão com outro encanto o sobe e desce de aviões na pista do Santos Dummont e a riqueza histórica da Praça XV.


HORÁRIOS DIÁRIOS PARA PAQUETÁ - BARCAS S/A
RIO / PAQUETÁ 05:15 07:10 10:30 13:30 16:00 17:45 19:00 21:00 23:00
PAQUETÁ / RIO 05:30 07:00 09:00 12:00 15:00 17:30 19:15 20:30 22:15
DIAS ÚTEIS / FINAIS DE SEMANA / FERIADOS - R$4,50
TEMPO APROXIMADO DE TRAVESSIA: 70 MIN. - CENTRAL DE ATENDIMENTO: 0800 70 44 113





terça-feira, 2 de abril de 2013

Rio com crianças parte 4


Passeios em meio a Ciência

Zoológico - apesar de mal cuidado o Zoo Rio tem uma boa quantidade de espécies e é sempre um programa ótimo para que os pequenos vejam seus bichos preferidos.

Museu da Vida - em Manguinhos, na Fundação Oswaldo Cruz é possível passar boa parte do dia aprendendo e brincando.

Museu Nacional - apesar de antigo, o charme do lugar encravado em plena Quinta da Boa Vista e que serviu de residência dos Imperadores, essa já é a deixa para uma boa aula de história e melhor que isso o gosto de D Pedro II pelas ciências o fizeram um colecionador de um bom acervo de história natural. Dali completa o programa um escorregar na grama pela Quinta e um almoço na CADEG.

MAST - Museu de Astronomia e Ciências Afins fica em São Cristóvão e tem amplos espaços com exposições interativas e que prendem (durante algum tempo) a atenção das crianças. É um passeio diferente para ser feito de dia e quem sabe não se instiga a uma visita noturna às quartas feiras para observação do céu.  


segunda-feira, 1 de abril de 2013

Rio com crianças parte 3

Parques, pracinhas e praias

Aterro do Flamengo - todo o complexo do aterro é super empolgante para as crianças, ainda mais se puder levar bicicleta, pipa, skate, patins e etc. Não limite o passeio aos amplos espaços de brincadeiras, o monumento a Estácio de Sá é interessante e até uma esticadinha ao Outeiro da Glória, à estátua de São Sebastião, Praça Paris e ao Monumento aos Pracinhas é bem agradável a eles.

Praça Afonso Pena, Xavier de Brito  e Peter Pan - as duas primeiras na Grande Tijuca a terceira em Copacabana, todas com muitas opções de brinquedos para as crianças se esbaldarem.

Praça Sabóia Lima - no alto da Tijuca bem no final da rua de mesmo nome, a praça tem esculturas de bicho a serem explorados. As crianças vão se divertir pra valer mas ... repelente de insetos é fundamental !!

Praça Afonso Viseu - a Pracinha do alto é linda, simples e as crianças adoram! O clima mas fresco do Alto da Boa Vista talvez
os deixem mais animados a brincar. Tomando um bom (e caro!) café da manhã no restaurante que fica na praça é garantia de um programa completo e que será inesquecível para eles. Depois vale a pena uma escapulida na Cascatinha.

Parque da Catacumba - as margens da lagoa Rodrigo de Freitas e com um belo visual do local, tem bricadeiras pagas e elaboradas por um time especializado, porém uma boa caminhada pelo parque com suas esculturas e trilhas já é interessante para as crianças.

Parque dos Patins - na Lagoa ... tem brinquedos interessantes onde as crianças vão se divertir muito enquanto os pais ganham doses extras de adrenalina. No fim vale a pena um passeio de bicicleta ou pedalinho pela lagoa para queimar o resto de calorias que sobrou. 

Praias - O Rio tem inúmeras opções para muitos gostos, é preciso ter atenção para que não se percam na multidão e não entrem na água sozinhas. aproveite para ensinar o lugar do lixo e os prejuízos de se sujar um lugar desses. 
Lugares mais tranquilos como a praia da reserva podem ser boas opções para as crianças não se perderem na multidão. Porém praias mais calmas como a Barrinha e o Leblon podem ser melhores para que possam entrar na água. Existem boas opções com infra para as crianças menores como o Baixo Bebe no Recreio e no Leblon.

domingo, 31 de março de 2013

Rio com crianças parte 2

Explorando o Cristo:
(não esqueça de levar água e repelente de mosquitos)

Cristo Redentor - chegar até o Cristo é lindo, mas é programa de turista que chega numa correria e olha tudo lá de cima e acha lindo. Pra quem mora no Rio existe mais por ver e aproveitar, é preciso mostrar a montanha do Corcovado, contar a história da construção, mostrar o Cristo de vários angulos e diversos pontos da cidade, Estácio, Maracanã, Lagoa, Humaitá, Jardim Botânico, Urca, Santa Teresa. Isso vai instigar as crianças a querer conhecê-lo com olhos de quem quer algo mais que uma bonita vista.
Caminhada pela Estrada das Paineiras - leve as crianças para um banho de cachoeira e siga até o final da estrada para ver o Hotel Paineiras desativado, curta a paisagem e .... vá com disposição para correr.
Vista Chinesa, Mesa do Imperador, Mirante Dona Marta - ótimos pontos para apreciar o Cristo e toda a paisagem do Rio. É bom ir mostrando cada pedacinho da cidade que eles conhecem mas, agora vendo tudo lá do alto, se levar um binóculos melhor.

Floresta da Tijuca- ambientar as crianças a um passeio bucólico, onde possam estar em contato com a natureza, explorando recantos lindos com bastante espaço para brincar.

Museu do Açude - é um museu de arte, mas muita história pode ser contada nos espaços belíssimos do museu, com certeza eles vão se interessar.

sábado, 30 de março de 2013

Rio com crianças parte 1

Parquinhos, pracinhas, praia, floresta, monumentos históricos, exposições e eventos. Existem no Rio um leque de opções de sucesso entre as crianças, desde uma diversão básica para se correr e gastar energia até programas altamente culturais que, por incrível que pareça, se mostram interessantes quando bem explorados junto aos pimpolhos.

Urca e os points belíssimos:

Morro do Pasmado - o início de um passeio mostrando uma geral da paisagem da Enseada de Botafogo, do Cristo e do Pão de Açúcar. Deixe as crianças brincarem com a paisagem tirando fotos e descobrindo ângulos, sombras e cores do mundo que tem em volta.

Praia Vermelha - de dia e principalmente numa caminhada a noite para instigar as crianças a explorar mais as redondezas, tem uma boa pizza do Círculo Militar, um Sorvete Brasil nas estação do bondinho e uma pipoca quentinha. Explique o que a região significa em termos históricos, conte histórias de náufragos e piratas e mostre outras opções da região.
Pista Claúdio Coutinho (caminho do Bem te Vi)- um caminho beirando o mar onde os pequenos podem apreciar a entrada da Baia de Guanabara e o entra e sai de navios, uma linda paisagem que pode instigá-los a correr com cuidados para não cair do penhasco e quem sabe até escalar o ...
Morro da Urca -  caminhada moderada, que no fim vai trazer o sabor da conquista ao se chegar no topo do morro, nesse ponto é possível descer caminhando ou pagar a metade da passagem do bondinho e descer por ele, essa segunda opção costuma ser mais interessante para um passeio completo, porém existe ainda uma subida ao Pão de Açúcar via uma escalada pelo Costão (nesse caso não proponho que seja feito por qualquer criança).
Mureta da Urca - andar pela Urca explorando belas casas e um mar com paisagem incrível pode ser um ótimo programa em família, e quem disse que criança não pode fazer (e gostar) de programa de adulto! Um mate na mureta da Urca em frente o Bar Urca junto com uma porção de adultos vai fazer as crianças se acharem parte integrante de um Rio que só os que tem bons olhos vêem. Acompanhe elas no mate e largue por um dia o choppinho pois o programa é pra crianças! O bolinho de bacalhau acompanha bem a bagunça.
 

 

sexta-feira, 29 de março de 2013

Saindo com crianças


Debaixo de chuva, num calor escaldante, fugindo do transito ou das filas de cinema, como encontrar um bom programa pra fazer com os pequenos e que possam distraí-los  ao mesmo tempo em que se aprende algo de novo sobre a cidade.


Primeiramente é bom ter algum tipo de organização para não acabar num programa de índio, A primeira vez que saí sozinho com duas crianças e uma mochila cheia de tralhas percebi que os grandes exploradores da humanidade tiveram vida fácil:

  1. Olhar a previsão do tempo antes de sair (e a partir daí escolher a programação)
  2. Separar roupas confortáveis e adequadas ao tipo de sujeira que se espera encontrar pela frente.
  3. Roupas extras (no mínimo uma muda de roupa para eventuais acidentes de percurso). Se tem recém nascido na história aí o problema aumenta e existe uma série de tralhas e detalhes a serem lembrados: fralda, lenço umedecido, babador, mamadeira, chupeta, carrinho etc etc etc.
  4. Repelente e protetor solar são itens importantes e normalmente esquecidos.
  5. Tem criança que não consegue dar um passo sem levar no mínimo um bolso cheio de brinquedos e miudezas, para se sentir seguro e se distrair. Incentive isso, é o mundo delas e lembre-as de escolher algo na hora de sair.
  6. Máquina fotográfica, apesar de viver ser a a melhor experiência a se levar, registrar alguns momentos pode ser agradável.
  7. Lanchinho, é sempre bom levar um pacote de biscoito e uma garrafa de água para quebrar um galho entre as refeições e deixar o passeio mais barato. 


É bom criar um roteiro prévio, instigar as crianças ao passeio, mas sempre deixá-las cientes de que tudo pode dar errado e que sempre podemos aproveitar alguma coisa boa de qualquer situação. Ah ! importantíssimo, é bom dar noção de que existem passeios gratuitos e bem baratos, dessa forma as próprias crianças começam a se interessar em não gastar muito pois eles mesmo podem ver que  nem sempre dinheiro significa boa diversão.

quinta-feira, 28 de fevereiro de 2013

Delícias do centro do Rio

O centro do Rio de Janeiro tem uma séries de petiscos clássicos, bares e botecos históricos, tem restaurantes dignos e glamour de locais históricos como a Confeitaria Colombo, porém sob a ótica da comida existem guloseimas que são impagáveis. 

Pão árabe da Padaria Bassil - criada em 1913 com a vinda de imigrantes árabes, a Bassil fornece o melhor pão árabe do Rio, feitos em forna a lenha. Um pão que pode ser comido até puro que é uma delícia, imagine com Babaganuche ou Homus? Além disso tem uma esfirra considerada melhor do que a do famoso Baalbeck na galeria Menescal. Tem de carne, ricota, espinafre, e kibe, é difícil definir o que é melhor. Não seria tão bom se não tivesse história. Lá pelos idos dos anos 60 Jordan (zagueiro do Flamengo) e o antológico Garrincha eram frequentadores assíduos do local e numa das muitas conversas sobre futebol, foi decretada a aposta, quem perdesse o clássico Flamengo X Botafogo pagaria a reforma do estabelecimento. Não é preciso nem dizer que Garrincha levou a melhor e que Jordan teve que pagar toda a reforma (nas cores do rival, é claro!)

Bolinho de carne da Carolana - o melhor bolinho de carne do centro do Rio numa casa com atendimento tradicional. Quem optar pela torrada Petrópolis também não se arrepende. É um lugar que guarda os ares tradicionais mas que tem um acesso gratuito de rede Wi Fi, que vende do pão doce ao multi cereais light

Pastel no Laranjinha - Pastel de queijo com suco de laranja, numa casa que desde 1970 não faz mais do que o básico, servir da mesma maneira um produto bom ! Sou frequentador desde os tempos de criança, quando as fichinhas coloridas pra pegar o pastel me fascinavam. Fica a dica, o queijo de lá derrete muito, quando receber o pastel vire-o de ponta a cabeça para que o queijo lá dentro escorra  para o outro lado, dessa forma você consegue comer o pastel com o queijo por toda a sua área. A laranjada é ótima!

Cachorro quente da Geneal - Famosa por seu cachorro-quente, composto apenas de pão, salsicha e molho de mostarda, a rede Geneal surgiu em 1963 com suas tradicionais carrocinhas, que marcavam presença nos festivais de música da época, nos jogos de futebol no Maracanã e nas praias da Zona Sul carioca. 

Sanduíche de pernil da Opus - uma lanchonete tradicional com 44 anos de serviços bem prestados no centro do Rio que se remodelou, se modernizou mas ainda guarda o estilo pé limpo. O sanduíche de pernil é o caro chefe da casa, porém o de carne assada e o o de tender com abacaxi e queijo, são os meus preferidos. Tudo acompanhado de um bom suco ou um chopp. Ah! faltou alertar que não é raro o balconista colocar a carne no pão com as mãos e dar uma empurradinha na cebola que escapou do sanduba. Ponto fraco, mas que um dia melhora !

Fritada mista do Paladino - o mais tradicional de todos, com sanduíches imperdíveis e história a nossos pés a esquina de Uruguaiana com a antiga Rua Larga abriga esse boteco/mercearia  que nos presenteia com sanduíches maravilhosos e um chopp único!

Café Capital - eu sei que café não combina com chopp e sanduíche mas a combinação de ambos não precisa existir para que possamos tomar um cafezinho depois de um almoço no Paladino (que fica ao lado). Um café muito bom tirado na xicrinha bem ao estilo antigo. 

Sardinha no Rei dos Frangos Marítimos - Sardinha e mais nada! Como petisco é uma maravilha, as refeições do local são ótimas mas pra que comer se podemos petiscar, e logo sardinha que é algo tão saudável....

Bolinho de bacalhau da Adega Flor de Coimbra - lá não pode se dar beijo ousado, conforme o cartaz anuncia, porém esse é um empecilho menor para quem vai lá pra comer muito, e bem... a decoração do local com quadros de Selarón é um capítulo a parte, as refeições são boas mas no quesito petisco, o bolinho de bacalhau é imperdível, acompanhado de limonada ou até ... de um bom vinho!

O bolo de carne do Bar Brasil - o centenário bar alemão teve que mudar de nome na segunda guerra mas não mudou muita coisa de lá pra cá, o bolinho de carne continua bom, o chopp bem tirado, o kassler com salada de batatas ainda é maravilhoso e o appfelstrudel continua nos tentando a engordar mais ,os preços continuam salgados!

Croquete de carne da Cavé - Em meios a lindos vitrais, a casa sempre me fascinou por imaginar que ali passaram para um cafezinho, grandes nomes da nossa história. Costumava ir quando criança e pedir sempre a mesma dupla imbatível, um guaraná caçula e um croquete de carne, pra que mudar? Basta isso para o mundo ser mais perfeito !

Camarão empanado da Colombo - por incrível que pareça numa vi tanta graça na Confeitaria Colombo, e sempre preferi a Cavé ali perto para me saciar a fome por comida, paz e tranquilidade. Me sentia mais rompendo as barreiras do tempo na Cavé do que na Colombo, não sei se pela badalação dos turistas, mas creio que seja algo meu pois quando comecei a frequentar a Colombo ainda vivia esquecida numa pré-falência prestes a fechar as portas. Até que um dia troquei o salgado preferido (croquete de carne) que perdia feio para a concorrência da Cavê. Passei a comer o camarão empanado, sim o mundo muda depois que você come ele. Mudou e assim passei a simpatizar muito mais com o local.

Misto quente da Manon - padaria tradicional, ganhou meu conceito quando descobri que era de lá que vinha o pão dos sanduíches do Paladino. Já tinha ido mas não chegou a tocar meu coração o doce de lamego ou os pães diversos, até que numa manhã de fome acabei por entrar para um misto quente no pão Petrópolis, e um suco de laranja, passou a ser um dos pratos preferidos no centro do Rio, que indico com a certeza de que vão gostar.




Bassil - Rua Senhor dos Passos, 235
Carolana - R Buenos Aires, 124 
Pastelaria Chic 1 - Rua dos Andradas 51 
Geneal - metro da Uruguaiana 
Opus - Gonçalves Dias, 88
Paladino - esquina de Uruguaiana com Marechal Floriano
Capital - Rua Marechal Floriano, ao lado do Paladino
Rei dos Frangos Marítimos - Rua Miguel Couto 139A
Adega Flor de Coimbra - Rua Teotônio Regadas 34, atrás da sala Cecilia Meireles
Bar Brasil  - quase-esquina de duas ruas, Mem de Sá e Lavradio
Cavé -R. Sete de Setembro, 137
Manon -  Rua do Ouvidor, 187
Colombo - R. Gonçalves Dias, 32

 

quinta-feira, 17 de janeiro de 2013

O cúmplice de viagem

Às vezes sou indagado se viajo muito e eu respondo, não ! Não viajo, descubro mundos diversos, e assim descubro o meu próprio mundo.

Muitos viajam indo para a loja de turismo, escolhendo um bom pacote e se divertem, simples assim! Eu vivo a minha viagem, fazer isso com uma cúmplice que possa compartilhar ideias e furadas é muito melhor, descobrir mundos em comum com pessoas diferentes dá uma outra perspectiva dos lugares para onde vamos, um outro ponto de vista de ver o mundo. 

Ser cúmplice numa viagem é rasgar planos juntos, é acordar cedo com o bom humor, é motivar ou perder um programa para se estar junto. 

Ser cúmplice é passar segurança para fazermos loucuras, é ser paciente nos momentos confusos. É ter um querer bem recíproco com quem se esta viajando.

Muitas vezes é cuidar do outro e caminhar de mãos dadas aceitando que ás vezes, é melhor seguir um ritmo que seja comum aos dois do que  manter a mesma correria dos dias fora de uma viagem.



terça-feira, 16 de outubro de 2012

Roteiros do Rio - Dicas práticas




O que tem pra fazer
Analisando todos os roteiros, fica claro que a cidade não vive só da famosa tríade praia, samba e futebol. As belezas naturais são mundialmente famosas, mas existem ótimos roteiros culturais a disposição. Além, é claro do "deixar-se viver" típico do carioca, muitos que de passagem adotaram esse estilo de vida, acabaram se apaixonando pela cidade e ficando por aqui.

Quando ir
O Rio de Janeiro é bonito e ensolarado o ano todo mas fica quente/chuvoso de novembro a fevereiro e seco/ensolarado no restante do ano. Se você não gosta de altos preços e multidões, evite as altas temporadas: dezembro (por causa das festas de fim de ano)  e em janeiro/fevereiro/março (devido ao Carnaval). No verão as temperaturas chegam a 40ºC e no inverno aos 18ºC. Além da óbvia vantagem dos preços baixos para hospedagem e alimentação, a baixa temporada traz como benefício a tranquilidade tanto na cidade como nas praias. Abril, maio, agosto e setembro são os meses mais calmos

O que levar
Roupas simples, leves e prática, tênis e chinelos.
PROTETOR SOLAR, óculos escuros e boné!
Máquina fotográfica

O que vestir
O Rio é uma cidade bem informal ou seja “menos é mais”. Na maioria dos locais usa-se bermuda, camiseta, chinelos ou sandálias baixas, para quem vai caminhar muito tênis são importantes e uma calça jeans para um mudança de tempo ou uma boate a noite.

Afinal o Rio é seguro ou não?
Hoje em dia existe uma sensação de segurança, os bairros da Zona Sul em geral são mais policiados, mas evite usar relógios caros e máquinas fotográficas expostas. Ande sempre por lugares movimentados. No centro e na Lapa, redobre a atenção. O Rio é uma cidade grande como outra qualquer, turistas e locais turísticos são visados. Não leve aquela jóia caríssima pra passear no Rio, não existe motivo pra isso! Simplicidade é o mote local. Praia não é lugar de laptop... então seja condizente com o local que vai visitar.

Horário Comercial
Os bancos abrem em dias úteis das 10h às 16h. Casas de câmbio costumam abrir uma hora mais tarde. O horários dos correios varia, mas em geral vai das 8h às 17h. Lojas ficam abertas das 9h às 18h de segunda a sexta e nos sábados é mais garantido assumir o final do expediente como 12:00. Shoppings funcionam durante a semana das 10h às 22h.

Eletricidade
A voltagem elétrica é tanto de 220 volts quanto de 110 volts. A maioria das casas e dos hotéis oferecem tomadas para ambas as voltagens.

Meio de locomoção
 Carros são essenciais para passeios mais longes, o metrô pode ser uma ótima opção entre a Zona Sul e o Centro, ao andar pelo centro de preferência a caminhar e ir descobrindo as coisas, na zona sul as ciclovias fazem do uso da bicicleta a melhor escolha.

Fuja do horário de pico!
Tente evitar grandes locomoções das 7h às 10h e das 17h às 20h. Como em toda grande cidade, nestes horários o trânsito fica muito congestionado com pessoas que estão indo ou voltando do trabalho.

E se chover ?

Museus, teatros, bibliotecas, shoppings e praia ... sim praia na chuva é lindo, afinal ninguém é feito de açúcar e um passeio no calçadão sempre é bom. Se não tiver disposição, troque a bicicleta pelo metro, a zona sul pelos passeios no centro da cidade, com abundantes pontos históricos, ao invés do picolé refrescante, perca um tempo nos Cafés e observe a vida passar de algum ponto abrigado.
O Pão de Açúcar não é um mirante tão alto quanto o Cristo, logo é boa opção mesmo com chuva pois dificilmente fica entre nuvens. Existem bons passeio off Rio para fugir do tempo ruim, Búzios, Angra, Ilha Grande, Arraial do Cabo, Parati, Petrópolis estão entre as mais procuradas.
A noite troque as ruas da Lapa, pelas casas noturnas por lá mesmo, Circo Voador, Fundição Progresso, Rio Scenarium, Sacrilégio, Centro Cultural Carioca, Democráticos, Carioca da Gema e Lapa 40° são só alguns.
Para tardes sombrias vá ao Planetário da Gávea e ande pelas centenas de museus menos famosos (Casa de Benjamin Constant, Casa de Cármem Miranda, Museu de Arte Naif, Museu Castro Maia, Casa de Rui Barbosa e etc...
E no mais fique tranquilo pois o tapa buraco de um dia de chuva no roteiro não prejudica a viagem, além disso, pode-se ter a certeza de que os dias completamente chuvosos não demoram muito a passar.

terça-feira, 4 de setembro de 2012

Roteiros do Rio - O Rio Bossa Nova que acaba com qualquer tristeza

Rio Bossa Nova - o Rio que acaba com qualquer tristeza
Passeio a pé pelo Bairro de Copacabana apreciando as bundas, que, na praia, inspiraram tantos gênios da música. Uma visita a galeria Menescal, ao Beco das garrafas, em seguida a entrada por Ipanema para vivenciar o dia do bairro cantado em verso e prosa por Tom Jobim, João Gilberto, Ronaldo Bôscoli, Carlos Lyra, Roberto Menescal, Baden Powell, Vinicius de Moraes, Newton Mendonça, Elizeth Cardoso, Marcos Valle, Nara Leão, João Donato, Johny Alf e muitos outros.
Passeio pela pedra do Arpoador, almoço no Felice, caminhada na praça  Nossa Senhora da Paz, ruas Barão da Torre, Nascimento Silva, Vinícius de Moraes, Vieira Souto até o Jardim de Alah. Fechando a noite na Lagoa Rodrigo de Freitas.

A bossa nova é um derivativo do samba com forte influência do Jazz, esse movimento musical surgiu no final da década de 50 pelas mãos do baiano João Gilberto. Logo o ritmo ecoou nas hordas de cantores e compositores  de classe média da zona sul carioca, o novo modo de cantar e tocar o samba causou uma reformulação estética, aproximou o samba de morro e se tornou um dos movimentos mais influentes da história da MPB e levou o nome do Brasil mundo afora.

A palavra bossa vem de um samba popular de Noel Rosa  criado décadas antes, o que enraíza mais ainda o caráter carioca da nova ordem estética. Para ouvir o samba que originou boa parte da bossa toda a segunda feira tem o samba do trabalhador no Clube Renascença do Andaraí, é isso mesmo, Bossa no Rio começa com samba. Também as segundas tem Roda de Samba e Choro no Bip Bip em Copacabana, e depois de ver na fonte a origem de tudo, chegou a hora de Bossa Nova.

A famosa Rua Nascimento Silva 107 em Ipanema era o endereço de Nara Leão, pouco se vê dos áureos tempos, então é melhor começar pelo Beco das Garrafas em Copacabana, mas precisamente na Rua Duduvier. Lá existe uma loja especializada em Bossa. Olhar a praia e o sinuoso calçadão de pedra portuguesa podem inspirar a caminhar até a Rua Figueiredo Magalhães e ir até a Nossa Senhora de Copacabana para ver a Galeria Menescal, com o estilo Art Deco.



Mais um pouco e chegamos no Arpoador com toda a bela visão de Ipanema, a caminhada pelo calçadão num ar mais calmo do que de Copa explica porque os poetas compunham nesse ambiente de Ipanema. Seguindo a Vieira Souto até a Rua Teixeira de Melo e entrando para o bairro podemos chegar na Praça General Osório e almoçar no estiloso Felice.

De lá subimos a Prudente de Moraes para ver o Vinicius Bar e o Garota de Ipanema andamos mais um pouco até a Joana Angélica para ver a Praça Nossa Senhora da Paz e a Visconde de Pirajá. Seguindo pela Barão da Torre e Nascimento Silva até chegar ao Jardim de Alah.

O entardecer na Lagoa Rodrigo de Freitas fecha o dia de encantamento e poesia, mas ninguém escutou música até agora, então é só procurar algum kiosk na própria lagoa ou um desses:

Bar do Tom
Rua Adalberto Ferreira, 32
Leblon – RJ
Tel.: + 55 21 2274-4022 / Fax: 2512-1243
Bossa Nova
Rua Domingos Ferreira, 215 -
Copacabana – RJ
Tel.: + 55 21 2549-7597
Chega de Saudade
Rua Dona Mariana, 81
Botafogo – RJ
Tel.: + 55 21 2535-4572
Bar do Belmiro
Rua Conde de Irajá, 503
Botafogo – RJ
Toca choro e tem roda de samba
Tel.: + 55 21 2539-1354
Allegro Bistrô Musical
Rua Barata Ribeiro, 502 d
Copacabana – RJ
Tel.: + 55 21 2548-5005
Lobby Bar
Av. Atlântica, 2964
Copacabana – RJ
Tel.: + 55 21 2548-6332
Clan Café
Rua Cosme Velho, 564
Cosme Velho – RJ
Tel.: + 55 21 2558-2322

segunda-feira, 3 de setembro de 2012

Roteiros do Rio - Rio de bar em bar

Rio de Bar em Bar - os botecos mais cariocas do Rio
 
Boteco é uma derivação do espanhol bodega, ou seja um lugar que vende bebidas, esse conceito se misturou no Brasil a armazéns e bares. No Rio, chamados de botequins e Belo Horizonte Barzin.

Em Terras de Bar Luiz, o Rio já teve excelentes botecos que perdem espaço para os fast food e restaurantes a quilo, boas lembranças do Penafiel, Choperia do Papai e etc. Boteco no Rio é assunto tão sério que esse patrimônio cultural da cidade esta na pauta de ações da prefeitura para trabalhar em sua preservação.

Já fui a diversos bares excelente no interior do Rio, em São Paulo, Belo Horizonte, Campinas, Buenos Aires, Paris e Curitiba, mas a aura do boteco carioca, seu jeito despretensioso, seu atendimento nem sempre cortês e os preços. Fazem dos bons botecos cariocas um reduto de interesse turístico. Não é um roteiro gastronômico como o que se pode fazer em São Paulo e mesmo no Rio. Se trata de um flanar no tempo.

Não há muito como se diferenciar um boteco popularmente chamado de pé sujo de um bar de elite, existem, claro algumas características marcantes (cardápio, bebidas, nível de serviço). Há quem diga que boteco só serve pra chopp e cerveja mas existem as excessões. Definitivamente não há um conceito próprio, não existe na concreto num boteco, é apenas um estado de espírito.

Imagem gentilmente bebida, digo, cedida por Márcio Henrique Guimarães)


Para começar dando um choque de realidade ao nosso estômago, uma média com pão com manteiga, a Padaria Manon no centro é boa nesse quesito. De lá pra esquina de Rua da Conceição com Leandro Martins tem a melhor empada que camarão do Rio, bom de se comer cedo, por volta das 9:00 que é quando elas saem quentinhas do forno. O beco é escondido atrás do colégio Pedro II  na Rua Marechal Floriano, ao se encontrar ele, se encontra também o Bar do Seu Jóia no quarteirão seguinte. O Jóia é conhecido pelo nome do seu falecido dono, um tenor que toda a manhã preparava os pratos sem camisa e ouvindo ópera, ao sinal do primeiro freguês, corria pra botar a camisa e servia as iguarias que ele achasse mais apropriado. Certa vez pedi um filet de peixe com purê, não demorou muito e me vem Seu Jóia trazendo um bife a milanesa, ao lhe comunicar o engano, tomei uma descompostura que mandava eu comer aquilo mesmo.... Sim ! Isso sim é boteco !! Foi o melhor bife a milanesa que comi na vida !

Mesmo com a morte de Seu Jóia, sua viúva (Dona Alaíde) ainda conduz os fogões da casa centenária. O nome correto do boteco é Café e Bar Rio Paiva.

Do canto sujo do centro, onde espera-se uma remodelação com o projeto do porto maravilha, vamos louvar a Pensão do Russo (Luso Brasileira), na Barão de São Felix, quase em frente ao Sentaí, o mítico restaurante de frutos do mar. No Russo come-se bem por preços populares, quase um boteco, mas é pensão.

Ainda na região, vale uma esticada na Rua Larga, esquina com Uruguaiana, no Bar Paladino
vitrines cheias de bons produtos, prateleiras de madeira escura como manda o figurino de qualquer bom armazém do século passado, o Paladino tem 103 anos, além da atmosfera, pratos sensacionais, desde o omelete misto ou um sanduíche. Os garçons são folclóricos e o chopp gelado, precisa falar mais ?  Ao lado dele um cafezinho honesto do Capital também nos remete a correria do início do século XX, e atravessando a rua temos o Beco da Sardinha, com vários bares que vendem a iguaria, a destacar o Rei dos Frangos Marítimos, nome português para as sardinhas, sempre bem acompanhadas de limão e só !

Mas vai ficar só no petisco sem almoçar ??? Que isso fera, vai ficar fraco! Então a caminhada pro Largo da Prainha será fundamental porque  lá o almoço no Angu do Gomes é garantia de qualidade e tradição num prato que era vendido popularmente em carrinhos pela rua, lembro de um que ficava na saída das barcas de Niterói. Se o seu forte não for o Angú, também no Centro tem o Pajé na rua Teófilo Otoni, o pão com manteiga é daqueles impossível de se ter igual em casa, o prato principal pode ser um Filet a Forrestier, chiquérrimo para um restaurante popular ! Por fim, uma banana flambada no conhaque e um café com creme. Dos Deuses !!

Se gosta de árabe, não perca no SAARA o Cedro do Líbano, entrada de Hommos, Babaghanouje e Coalhada Seca, petiscos de kibes e esfirras e caftas e depois é partir direto pros doces árabes.
http://www.restaurantecedrodolibano.com.br/

Tem a famosa feijoada do Mineiro em Santa Teresa, mas a do Bar do Adão costuma ser bem melhor, menos concorrida e podemos comer pastéis de entrada, minha sugestão vai para o Pastel Paulista !


Aí no início da tarde vale uma esticada no Morro da Conceição ou no Mosteiro de São Bento ou no Parque das Ruínas de Santa Teresa para descansar numa sombra de frondosa árvore e recomeçar lá pelas 17:00.  No Parque existe o bom café das ruínas, que pode dar um novo ânimo à vida!

Na hora de voltar para a comilança é bom lembrar do Bar Brasil com seu bolinho de carne, e Kassler com salada de batatas, isso mesmo o Bar se chama Brasil mas é um restaurante de comida alemã que se chamava Zepelin mas teve que se "converter" em função dos rumos da guerra, fato semelhante ao ocorrido no Bar Luiz, antes chamado bar Adolph e ao Colégio Alemão, que se tornou Cruzeiro. Tanto o Bar Luiz quanto o Bar Brasil, quase saem do critério boteco em função dos preços salgados, mas o chopp gelado e bem tirado ainda os coloca nessa categoria.
Na Rua do Lavradio, o Mangue Seco dá o tom, se for para beber uma cachacinha que seja na Adega Pérola em Copacabana. Ou se for uma batida, a boa é o Bar do Oswaldo na Barra. No Grajaú a Linguiça Croc do Enchendo Linguiça faz frente ao joelho de porco da mesma casa. Estando no Grajaú , vale a pena conhecer o Petisco da Vila, no boêmio bairro de Noel e o Da Gema, na Tijuca, o boteco é novo mas ataca com o sucesso do seu pastel de feijoada, ainda perto existe o Bar do Nono, ponto de encontro de baluartes da música e ao lado de um pé limpo que tem uma esfira de queijo com presunto sensacional. E na Rua Garibaldi o Bar da Dona Maria.

No morro da Conceição o Imaculada  entrou no halll dos botecos da moda, como comida boa, mas quase cara.
http://www.barimaculada.com.br/

 O Boteco Carioquinha perto da Rua do Riachuelo, e o Armazém São Thiago em Santa Teresa, completam o rolé, mas aí tem a saideira e a sugestão é migrar para a zona sul, Pavão Azul perto da Siqueira Campos ou curtir a  noite, no boteco com a melhor vista do Rio, o Bar Urca vende iguarias do outro lado da Rua e de frente para a praia da Urca.

Se a esticada for longe, bem na madruga o bom é o sanduíche de pernil com abacaxi no Cervantes.

São Thiago

http://www.restaurantecervantes.com.br/restaurantes.html

Uma lista interminável:

- Academia da Cachaça: Rua Conde de Bernadote 26, Leblon (2239-1542)
- Aconchego Carioca: Rua Barão de Iguatemi 388, Praça da Bandeira (2273-1035)
- Antigamente: Rua do Ouvidor 43, Centro (2507-5040)
- Baixo Araguaia: Rua Araguaia 1709, Freguesia/Jacarepaguá (3392-3760)
- Bar Adonis: Rua São Luiz Gonzaga 2.156, Benfica (3890-2283)
- Bar Brasil: Avenida Mem de Sá 90, Lapa (2509-5943)
- Bar do Mineiro: Rua Pascoal Carlos Magno 99, Sta. Tereza (2221-9227)
- Bar Urca: Rua Candido Garffrée 205, Urca (2295-8744)
- Belmonte: Praia do Flamengo 300, Flamengo (2552-3349)
- Botequim Casual: Travessa do Comércio 26, Centro (2221-2626)
- Bracarense: Rua José Linhares 85, Leblon (2294-3549)
- Enchendo Lingüiça: Avenida Engenheiro Richard 2, Grajaú (2576-5727)
- Gracioso: Rua Sacadura Cabral, Praça Mauá (2263-5028)
- Jobi: Avenida Ataulfo de Paiva 1166, Leblon (2274-5055)
- Mangue Seco: Rua do Lavradio 23, Lapa (3852-1947)
- O Original do Brás: Rua Guaporé 680, Brás de Pina (3866-1313)
- Pavão Azul: Rua Hilário de Gouveia 71, Copacabana (2236-2381)
- Petisco da Vila: Avenida 28 de Setembro 238, Vila Isabel (2576-5652)
- Petit Paulette: Rua Barão de Iguatemi 408, Praça da Bandeira (2502-2649)
- Restaurante Siri: Rua dos Artistas 02, Vila Isabel (2208-6165)
- Varnhagen: Praça Varnhagen 14, Maracanã (2254-3062)

Boteco é lugar para fazer amigos, comer comida despretensiosa e a preços populares e sem dúvida beber uma cerveja bem gelada ou uma caipirinha (de cachaça).

domingo, 2 de setembro de 2012

Roteiros do Rio - A História passou por aqui - parte 1

Rio é história - das invasões francesas aos governos militares o Brasil passou por aqui - Parte 1

É dia de acordar bem cedo para um passeio a pé começando na praça da República  e seguindo a rua Larga  e Palácio do Itamaraty, Palácio Duque de Caxias Morro da Conceição (com refresco no Bar Imaculada), Mosteiro de São Bento e seguindo pelos centros culturais ( Light, Correios, França Brasil, Banco do Brasil, Marinha ), com passeio a Ilha Fiscal e almoço no Mezzogiorno.
O roteiro foi dividido em 2 para que se possa ter tempo para visitações mais detalhadas, mas nada impede de uma passagem mais rápida basta ter disposição...


Praça da República - aqui em 1889, Benjamin Constant requisitou a Marechal Deodoro da Fonseca que proclamasse a república, é possível ver a casa em que o segundo residia, a praça da república em frente é bonita porém um pouco mal cuidada, é rodeada por prédios históricos como o Quartel General dos Bombeiros, onde funciona um interessante museu da corporação. Em reforma temos o antigo prédio do Arquivo Nacional e o novo, onde funcionava a Casa da Moeda, porém histórico mesmo e pouco conhecido é o Palácio do Conde dos Arcos, residência do último vice -rei do Brasil, com a chegada da família real portuguesa em 1808 o cargo de vice-rei perdeu sua função e o prédio serviu para abrigar parte da corte, em 1824 transformou-se no Senado Imperial e posteriormente Senado Federal até 1925, graças a isso importantes documentos da nossa história foram concebidos nessa casa que hoje abriga a Faculdade de Direito. Atravessando a Avenida Presidente Vargas vemos a Central do Brasil e o Palácio Duque de Caxias, daí é possível chegar a ...

Av. Marechal Floriano - antiga rua larga, que já em 1632 era o acesso aos portos do Valongo e ao Morro da Conceição, posteriormente abrigou armazéns de escravos, e currais e estacionamento de bondes que funcionava onde hoje encontramos ...



Centro Cultural da Light - um moderno centro cultural funciona no belo galpão que servia a  Companhia de Carris Urbanos.


Palácio do Itamaraty - o prédio de estilo néo clássico foi a sede do primeiro governo republicano e posteriormente ministério de relações exteriores.




Descendo a Av. Marechal Floriano ainda é possível ver o ......


Colégio Pedro II - num belo casarão reformado por Grandjean de Montigny, nesse colégio estudaram expoentes como: Joaquim Nabuco, Barão do Rio Branco, Visconde de Taunay, Washington Luis, Rodrigues Alves, Nilo Peçanha, Hermes Fonseca, Paulo de Frontin, Raul Pederneiras, Manuel Bandeira, Afonso Arinos de Melo Franco, Mário Lago, Gilberto Braga e outros mais. Caminhamos mais um pouco até chegar na subida do Morro da Conceição perto da Rua do Acre, se a fome apertar na esquina com a Rua Uruguaiana um honesto sanduíche no Bar Paladino pode resolver. Mais a frente é possível ver a Igreja de Santa Rita de Cássia e o prédio da Casa da Moeda.

Morro da Conceição  -  foco primário da ocupação portuguesa na cidade, Rua do Jogo da Bola e a Ladeira João Homem mostram uma arquitetura simplista portuguesa, além disso é possível ver o Palácio Episcopal, atualmente ocupado pelo Serviço Geográfico do Exército e a Fortaleza de Nossa Senhora da Conceição.
Curiosamente os bispos tiveram que sair de perto da vizinhança bélica, se mudando para a Glória, porque o barulho das salvas de canhão atrapalhavam a missão espiritual.
Escondido nos becos de um Rio esquecido, o Morro da Conceição tem valor histórico incalculável, aqui começamos a ver um Rio francês pois sua fortaleza foi idealizada durante a invasão dos mesmos em 1711 pelo corsário René Duguay- Trouin.
Ainda é possível ver a Igreja de São Francisco da Prainha e em sua face oposta podemos encontrar o Observatório do Valongo e seus Jardins Suspensos, onde se estabelecia um armazém de escravos até se prestar ao mundo da ciência no século XX. Descendo pela Rua do Jogo de Bola chegamos à Pedra do Sal, que antes dos diversos aterros que a região sofreu, era um cais de navios negreiros vindos da África, devido a isso, a região abrigava um recém descoberto cemitério de negros que vinham debilitados da travessia trans-oceânica. A região também abrigava um grande mercado negreiro e vivia uma efervescência e miscigenação cultural marcante. Era um local conhecido como a Pequena África, teve de centros de candomblé a ponto de encontro de estivadores baianos, nas suas ladeiras criaram-se as primeiras  rodas de samba e daí os entrudos que mais tarde formariam a base para as atuais escolas de samba. Hora de um refresco, na ladeira João Homem é possível curtir um típico boteco carioca, o Bar Imaculada.


Praça Mauá - descendo o Morro da Conceição em direção a Praça Mauá, é possível ver o Porto do Rio numa construção Neo Clássica linda. Futuramente daqui, será possível seguir pelo Porto Maravilha, ir a Cidade do Samba ou ao Museu do Amanhã. Do lado oposto ao porto vemos o Prédio A Noite, que abrigou o jornal de mesmo nome e a mítica Rádio Nacional de onde foram transmitidas as radionovelas que enriqueceram o imaginário do brasileiro e foram responsáveis pelas matrizes que formam hoje o Rádio e a TV brasileiras com música, a informação, o humor, a dramaturgia, o esporte e os programas de auditório. O edifício de 1930 foi o primeiro Arranha Céu do Rio com o equivalente a 30 andares, em sua época, foi o maior do mundo construído em concreto armado. Seguindo para a Avenida Rio Branco (antiga Avenida Central), a principal marca da reforma urbana realizada pelo prefeito Pereira Passos no início do Século XX, inspirada nos Bulevares francesas do Barão Haussmann, tentou ser uma cópia da Champs Elyseé quando da sua abertura em 1905. Seus prédios originais tinham estilo eclético e alguns poucos ainda podem ser vistos. A idéia é ir cortando a Rio Branco em pontos específicos, logo vamos seguir a esquerda para o Morro de São Bento.

Morro de São Bento - assim como o Morro da Conceição, ao lado,  essa elevação foi importante para a proteção e vigília da cidade no Brasil Colonia, em 1590 monges beneditinos construíram um mosteiro que se tornou um dos mais importantes exemplos de arte colonial do Brasil, o Mosteiro de São Bento funciona num prédio Maneirista começou a ser construído em 1633 e seu interior de talha dourada resumem o estilo barroco encontrado por todo o país. Aos domingos uma missa com cantos gregorianos atrai turistas, curiosos e até católicos! Seguindo pelo Arsenal de Marinha nos deparamos com a imponente Igreja da Nossa da Candelária.



Igreja da Candelária - uma tempestade quase teria feito naufragar um navio chamado Candelária, no qual viajavam um casal espanhol viajava. O casal teria feito a promessa de edificar uma ermida dedicada a Nossa Senhora da Candelária se escapassem com vida. Aportaram no porto do Rio em 1609 e a promessa foi cumprida, depois disso sofreu uma monumental ampliação até que em meados do século XIX teve seu desenho como o atual, um dos grandes problemas arquitetônicos que teve foi o fechamento da cúpula com a tecnologia da época. Curiosamente a Candelária parece estar de costas para a via principal da cidade, a Avenida Presidente Vargas, porém é só lembrar que na época de sua construção a porta de entrada do Rio era o mar, logo fica provado que está no lugar certo. Existe uma lenda urbana de um projeto de se congelar as bases da igreja para uma rotação, mas esse projeto realmente existiu para a Igreja de São Pedro que foi demolida quando da construção da Avenida Presidente Vargas.



Mezzogiorno -  a parada para um almoço tardio é imprescindível agora a boa sugestão fica atrás do Centro Cultural Banco do Brasil, comida italiana de primeira, Mezzogiorno, Rua do Mercado número 51, é só subir as escadas do belo casarão e relaxar com o couvert, prato de massa, um bom vinho e a sobremesa. De lá para o Centro Cultural da Marinha primeiro para poder fazer o passeio a Ilha Fiscal a tempo.

Centro Cultural da Marinha - tem um ótimo passeio a Ilha Fiscal de 5a feira a domingo. Horários: 12h30, 14h e 15h30. Por isso é bom pensar bem no dia de fazer esse roteiro, ao chegar no local o ideal e arranjar logo os bilhetes para o passeio e depois conferir o resto do acervo. A Ilha Fiscal tem um Castelo Neo Gótigo conhecido como a jóia da coroa imperial brasileira e por isso foi nele que ocorreu o último baile do impérios, dias antes do fim dessa era. Durante muito tempo o prédio da Ilha dos Ratos serviu para o controle alfandegário dos barcos que adentravam o porto do Rio, daí seu nome.
Voltando ao Centro Cultural, é possível fazer também um passeio pela Baía de Guanabara a bordo do rebocador Laurindo Pita, além disso é possível ver a  Galeota D. João VI do século  XIX, o  Submarino Riachuelo, a Nau dos Descobrimentos, o Helicóptero Museu e o Navio-Museu Bauru, um contra torpedeiro-escolta que participou da Segunda Guerra Mundial. Voltando ao largo dos centro culturais, é melhor seguir uma ordem para evitar o fechamento deles, então a idéia é ir primeiro ao ...

Centro Cultural dos Correios - num prédio de estilo eclético, é sempre possível ver uma boa exposição ou show, ao lado dele temos outro grande marco da arquitetura do início do século XX.

Centro Cultural dos Correios

 Casa França Brasil - em estilo neoclássico, o prédio mantém exposições temporárias que pode ser interessantes. Mandado erguer em 1819 por D. João VI ao arquiteto Grandjean de Montigny, integrante da Missão Artística Francesa, esse prédio veio a ser o primeiro do estilo neoclássico  no Rio que, a partir daí, invadiu a cidade, alterando o barroco e o estilo de casas coloniais para dar um tom mais cosmopolita bem ao estilo europeu. Nascia aí um Rio para o mundo! Em 1816, o literato Joaquim Lebreton foi incumbido de reunir artistas franceses dispostos a acompanhá-lo ao Brasil para constituir o núcleo de uma Academia de Belas Artes, nos moldes da Academia de Paris. o pintor Jean-Baptiste Debret que fazia parte da missão foi outro expoente da missão que mudou os moldes da cultura do país, inclusive retratando-o como poucos.
Nesse prédio funcionou uma praça de comércio num momento em que o Brasil abria seus portos aos países amigos de Portugal, mas em 1821, quando o Rei D. João VI decidiu voltar a Portugal, numa reunião à Praça do Comércio, o povo rebelou-se, solicitando, entre outras coisas, a promulgação de uma constituição liberal. A ousadia foi gravemente reprimida pelas tropas reais, com a invasão do prédio e o ataque a tiros e baionetas contra os amotinados. O evento fez o prédio ficar conhecido como o "Açougue dos Bragança".

Casa França Brasil

Centro Cultural Banco do Brasil - no prédio, onde funcionava a antiga sede do Banco, o centro cultural traz movimento cultural de altíssima qualidade e um acervo fixo ligado a numismática. Funciona de terça a domingo das 10:00 as 21:00 e é imperdível ver um pouco das mostras e exposições que o belo prédio neoclássico abriga. É um bom lugar para um chá, seguindo para a rua atrás do Centro Cultural podemos ver o belo prédio do TRE (futuro museu do tribunal) e seguir a Travessa do Comércio e respirar um ar nostálgico até descobrir ...



Igreja de Nossa Senhora da Lapa dos Pescadores - construída em 1743, com uma fachada belíssima, quando da eclosão da Segunda Revolta da Armada contra o governo de Floriano Peixoto, a sineira da igreja atingida por um tiro de canhão (25/09/1893), esse tiro derrubou uma estátua alusiva à religião , que apesar da queda de 25 metros, poucos danos sofreu, o episódio foi tido como um milagre e tanto o projétil quanto a estátua estão expostas na sacristia. Esse milagre teve ainda um episódio tido como maldição, anos mais tarde o encouraçado Aquidabã, que fez o disparo, explodiu na baía de Angra dos Reis, com 212 tripulantes, entre eles o filho do ministro da marinha, seu pai assistiu a tudo de um outro navio e nada pode fazer, as causas da explosão até hoje são desconhecidas e o naufrágio é ponto de mergulho em Angra dos Reis. Os arredores da igreja tem movimentação de bares e restaurantes até o ....

Arco dos Teles -  no número 13 da rua residiu por um tempo Carmém Miranda. Aqui pode-se parar para um jantar ou happy hour, se ainda houver perna para isso...
Ao fim do conjunto arquitetônico, datado do século XVII, vemos o que restou dos arcos abatidos da residência da família Teles de Menezes, daí o nome o lugar chegou a abrigar a Camara do Vice Reinado e foi destruída por um incêndio em 1790. Em frente ao Arcos dos Teles se descortina o mais importante acesso a cidade por muitos séculos, apesar de toda a costa se coberta por pequenos portos e atracadouros, o da praça XV foi o principal até o início do século XX, por ser um local público e aberto é até possível de ser vista durante a noite, porém por ser um local deserto não seria bom facilitar que se faça uma visita detalhada no dia seguinte.