De belezas tortas a naturezas mortas,
de fino esplendor,
um Rio de fé e de calor.
Sinuosa cidade,
que vive sem paz,
que perdeu a bondade.
Entre o mar que abraça e o morro que vigia,
o sol derrama ouro sobre as feridas do dia a dia.
Cartões-postais escondem cansaços antigos,
e o riso fácil disfarça o peso da vida.
Há vida pulsando em cada esquina —
mas também há silêncio que ninguém anuncia.
Ainda assim, resiste.
No samba que insiste em nascer do chão,
no abraço apertado que desafia o caos,
na beleza que teima em não morrer.
Porque o Rio é contradição que respira:
um coração ferido — que nunca deixa de bater.
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