sábado, 28 de março de 2026

O Esplendor Torto do Rio de São Sebastião

De belezas tortas a naturezas mortas,

de fino esplendor,

um Rio de fé e de calor.

Sinuosa cidade,

que vive sem paz,

que perdeu a bondade.


Entre o mar que abraça e o morro que vigia,

o sol derrama ouro sobre as feridas do dia a dia.

Cartões-postais escondem cansaços antigos,

e o riso fácil disfarça o peso da vida.

Há vida pulsando em cada esquina —

mas também há silêncio que ninguém anuncia.


Ainda assim, resiste.

No samba que insiste em nascer do chão,

no abraço apertado que desafia o caos,

na beleza que teima em não morrer.

Porque o Rio é contradição que respira:

um coração ferido — que nunca deixa de bater.